O Sebrae e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) firmaram, nesta quinta-feira (19), um convênio que vai viabilizar a realização atendimentos por meio do programa Sebraetec. A iniciativa pretende impactar diretamente 1.000 empresas baianas, por meio da oferta de soluções tecnológicas e de inovação com condições financeiras mais acessíveis. Poderão acessar os serviços micro e pequenas empresas (MPEs) industriais do estado, além de micro e pequenos negócios não industriais formalmente associados a sindicatos integrantes da Fieb. O documento foi assinado, na sede da Federação, pelo superintendente do Sebrae Bahia, Jorge Khoury, pelo diretor técnico, Franklin Santos, e pelo presidente da Fieb, Carlos Henrique Passos.
A parceria prevê investimento total de R$ 10 milhões. Um dos principais avanços do convênio é a redução da contrapartida financeira das empresas na contratação dos serviços do Sebraetec, com execução do Senai/Cimatec. Com isso, a participação das MPEs cairá de 30% para 10% do valor dos serviços. Interessados podem procurar as agências do Sebrae no estado ou ainda entrar em contato com a Central de Relacionamento da instituição, no 0800 570 0800.

A medida amplia o acesso das MPEs a soluções de alto valor agregado nas áreas de inovação, produtividade e desenvolvimento tecnológico, contribuindo para o fortalecimento da competitividade do setor empresarial baiano.
O superintendente do Sebrae Bahia, Jorge Khoury, destacou a importância das parcerias institucionais para ampliar resultados. “Costumo dizer que tudo o que fazemos em parceria fazemos mais e melhor. O Sebraetec já é uma solução consolidada, mas, com a participação da Fieb e do Senai/Cimatec, conseguimos elevar ainda mais o nível de qualidade e reduzir o custo para as empresas”, ressaltou.
Khoury também apontou que o modelo poderá ser replicado em outras áreas. “Esse formato começa aqui, mas pode ser expandido. A Bahia tem realidades muito diversas, e a presença capilarizada do Sebrae e da Fiebnos permite essa atuação de mãos dadas, trocando informações e experiências para melhorar o atendimento às micro e pequenas empresas. Temos sido referência para outros estados e esse pode ser mais um exemplo bem-sucedido”, afirmou.
Segundo o diretor técnico do Sebrae Bahia, Franklin Santos, o convênio é resultado de um esforço conjunto para ampliar o alcance do atendimento às micro e pequenas empresas. “Buscamos um modelo que permitisse ampliar o acesso das empresas a soluções tecnológicas de qualidade, com menor custo. E temos a credibilidade do trabalho do Senai/Cimatec, um parceiro de longa data, reconhecido pelas empresas”, afirmou.
Para Franklin, o momento é oportuno para fortalecer ainda mais a atuação do Sebrae junto ao setor produtivo. “Queremos viabilizar para as empresas o melhor suporte possível para melhorar competitividade e produtividade, que são pontos-chave para o crescimento sustentável. Além do acordo, a conexão entre as equipes vai ampliar nossa presença no estado, levando qualidade e confiança a quem empreende”, completou.

Soluções tecnológicas
Já o presidente da Fieb, Carlos Henrique Passos, enfatizou o impacto esperado no setor industrial. “Nossa grande expectativa é gerar impacto real com uma maior presença do atendimento do Sebrae na indústria. Enxergamos essa parceria como uma forma de servir melhor ao setor industrial”, disse.
De acordo com Passos, o desafio é construir modelos inovadores que ampliem o alcance dos serviços. “Precisamos incluir mais empresas para causar mais impacto. Para isso, é fundamental buscar mecanismos que tornem os serviços mais acessíveis, com um custo que seja do interesse do setor. Fazemos isso porque esperamos entregar mais resultados às micro e pequenas empresas que atuam na indústria”, concluiu.
Eixos estratégicos
As ações estão organizadas prioritariamente para atender ao edital do Sebraetec, com foco em cinco eixos estratégicos: inovação e desenvolvimento de produtos; melhoria da qualidade e adequação a normas técnicas; eficiência produtiva e operacional; sustentabilidade e eficiência energética; e suporte técnico e metrológico.
De acordo com Rodrigo Vasconcelos, diretor de Operações do Senai Cimatec, a iniciativa é resultado de conversas iniciadas no ano passado. “Temos o compromisso de trabalhar com preços mais acessíveis e expandir nossa atuação. Fizemos um estudo junto com o Sebrae para identificar onde as empresas mais precisam e em quais cidades estão concentradas essas demandas. Aceitamos o desafio e agora estamos implementando a ação”, afirmou. Segundo ele, o tempo dedicado ao desenho do modelo foi essencial para garantir maior efetividade.
Entre as soluções previstas estão adequações adequação às boas práticas de fabricação de produtos; avaliação de tempo de vida de prateleira; consultoria para criação de BIM Mandate; desenvolvimento de negócios e novos produtos; serviços de metrologia, ensaios e análises laboratoriais; otimização de processos com conectividade (IoT); planejamento e controle de manutenção e de produção; padronização de métodos de manufatura no setor da moda; técnicas de congelamento e ultracongelamento; além de prototipagem via laboratório aberto.

