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Empreendedores criativos debatem desafios do setor cultural

Mesa virtual no Scream Festival foi mediada pela gerente da Marketing e Comunicação do Sebrae Bahia, Camila Passos
Por Redação
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Mesa “O Empreendedorismo Criativo Pode Tirar a Vaca do Brejo?” foi realizada na tarde de sábado durante a terceira edição do ScreamEmpreendedores do setor cultural, um dos mais afetados pela pandemia, participaram na tarde deste sábado de uma mesa virtual no Scream Festival, evento realizado pela Associação Baiana do Mercado Publicitário – ABMP e Prefeitura de Salvador, que conta com o apoio do Sebrae. Durante o encontro, que levantou a questão “O Empreendedorismo Criativo Pode Tirar a Vaca do Brejo?”, eles abordaram os desafios do setor em meio a um cenário repleto de incertezas.

Artur Santoro, diretor de produção e projetos da Batekoo plataforma voltada ao público negro e LGBT+ que mobiliza mais de 150 mil jovens perífericos em diversas cidades do Brasil. Ele chamou a atenção também que, nesse período de pandemia, comunidades negras e LGBT+ reagiram à crise de forma criativa e é importante que o mercado olhe também para esses atores. “Soluções e caminhos estão sendo construídos em comunidades, nessas redes que as pessoas possuem. Elas estão dando o seu jeito. O mercado em geral ainda precisa perceber o potencial dessas pessoas”, destacou Arthur.

Luiz Ricardo Dantas, que é o responsável pelo espaço Lálá – Casa de Arte, citou o desafio de se inserir no ambiente digital no contexto da pandemia. “Foi novo e desafiador entrar no digital. Sou de uma geração que eu escrevia numa máquina de datilografia. Mandava cartas. É um grande desafio que foi vencer essa barreira da tecnologia”, pontuou. Um dos projetos do produtor cultural é o Festival Oferendas, cuja 10ª edição está confirmada para 2021, com as restrições impostas pela pandemia.

Vince de Mira, fundador da Maquinário Produções e do Commons Studio Bar, também falou sobre o desafio de desenvolver ações pensando no ambiente digital, já que seus projetos também dependem da presença de público. “Como seria a resposta para criar evento online, mas que não fosse dentro do modelo de lives, que segue o modelo do presencial? Mas o presencial gera memória afetiva que aqui na tela não gera. O digital trouxe mais um aspecto de processo, trabalhar os processos ao invés de trabalhar conteúdos e as relações no sentido afetivo”, destacou.

A mediação da mesa foi feita pela gerente da Unidade de Marketing e Comunicação do Sebrae Bahia, Camila Passos, que destacou o poder transformador da cultura em Salvador, principalmente em momentos de maiores necessidades. “As mentes criativas da cidade são empreendedoras por essência, metem a mão na massa e, assim, contribuem também para a geração de emprego e renda. Elas movimentam toda a cadeia produtiva da economia criativa e impulsionam o desenvolvimento socioeconômico de Salvador”, disse Camila.

O Salvador Creativity and Media Festival é realizado pela Associação Baiana do Mercado Publicitário – ABMP e Prefeitura Municipal de Salvador, através da Empresa de Turismo – Saltur, em parceria, mais uma vez, com o Sebrae. A terceira edição do evento aconteceu em formato 100% online, com mais 48h de programação, na sexta (4) e sábado (5). Ao todo foram mais de 50 painéis e entrevistas, com a participação de mais de 130 criativos da Bahia, do Brasil e do mundo.

Na pauta, assuntos relacionados à economia criativa, diversidade, inovação, cultura, cidades, moda, pandemia, tecnologia, proteção de dados, empreendedorismo e muito mais, guiados por quatro trilhas temáticas: Cidades – a melhor invenção da humanidade; Cultura e Vocação; Empreendedorismo focado; Inovação aplicada.