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Implantar ações de governança, sociais e ambientais pode impactar positivamente os pequenos negócios

No âmbito da decisão, a Governança é o começo para definição das mudanças que serão adotadas pelas empresas
Por Cristiana Fernandes
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A agenda ESG – Environmental, Social and Governance (Meio ambiente, Social e Governança, em tradução livre) deixou de ser apenas uma opção para as micro e pequenas empresas que desejam atrair investidores e garantir longevidade para os negócios. A Governança se apresenta como o ponto de partida para decidir as mudanças que serão adotadas. Por isso, o Sebrae ofereceu a palestra gratuita “Governança Corporativa e os Pequenos Negócios”, nesta sexta-feira (29), na Sede do Sebrae Costa Azul. 

Durante sua fala, o palestrante Augusto Cruz, mestre em Direito, Governança e Políticas Públicas, explicou que as principais ações para pensar a relação governança e pequenos negócios são: estabelecer um estatuto social e acordo entre sócios; sucessão empresarial; código de conduta e canal de denúncia; definir a macroestrutura; ter atenção para pessoas, clientes/consumidores; questões ambientais e sociais; e gestão de riscos.

“É na governança que se decide. Se isso não vier da alta direção, do sócio, se não estiver na essência do negócio, a ESG não vai funcionar. Não adianta o dono da empresa pedir uma ação social no final do ano, porque isso é muito bonito, mas não tem impacto realmente. No momento em que o dono pensa além disso, podemos dizer que o negócio tem uma pegada voltada para o social e ambiental”, enfatizou.

Embora pesquisas apontem que as pessoas estão cada vez mais em busca de marcas e produtos sócio ambientalmente responsáveis, para muitas empresas a ESG ainda é vista como custos e despesas. Segundo Augusto, para reverter esse pensamento do pequeno empresário, é necessário que ele, antes de pensar no que vai ganhar, pense no que ele vai deixar de perder.

“A ESG não é opção, tem que fazer. Se um negócio vende para outras empresas, as empresas começarão a exigir que sua cadeia de valor também adote boas práticas em governança no meio ambiente e social. Se a negociação é com o estado, o estado também vai exigir, nos próximos editais de compra de produtos e serviços, que as empresas tenham boas práticas de conformidade. Então, se o negócio não evidenciar isso, é possível que ela perca o cliente”, advertiu.

A adoção de boas práticas em ESG pode agregar valor à marca, além de melhorar a imagem e reputação, reduzir custos em curto prazo, promover a consolidação e expansão no mercado. Atento a estas possibilidades, o empresário Antônio Iran, dono da Limine Facilities Engenharia Limitada, se inscreveu para a palestra.

Ele contou que a Limine, empresa que oferece serviços de engenharia de manutenção e instalação de sistemas prediais e industriais, já presta serviços para grandes empresas e que, por isso, já teve a necessidade de aderir a algumas ações de governança corporativa, dentre elas o código de conduta e treinamento de desenvolvimento de pessoas.

“A gente já tem algumas coisas implantadas, mas vim para aprofundar esse conhecimento e partir para a implantação de um plano abordando todos os itens que são necessários para não atuar apenas pontualmente. A ideia aqui é levar para a empresa, discutir com os meus sócios e, provavelmente, vamos procurar o Sebrae para implantarmos um plano de governança corporativa para o nosso negócio”, concluiu.

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