O Sebrae e a Prefeitura de Salvador assinaram, na manhã desta segunda-feira (27), um convênio de cooperação técnica-financeira para mapear e desenvolver o ecossistema de inovação e empreendedorismo na capital baiana. O documento foi assinado pelo prefeito Bruno Reis e pelo superintendente do Sebrae Bahia, Jorge Khoury, na sede da prefeitura.
O investimento será de R$ 300 mil, sendo que 50% dos recursos serão destinados pela prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (Semit), e os outros 50%, pelo Sebrae. Ambas as instituições coordenarão o mapeamento, a ser executado pela Fundação Certi, num prazo de conclusão de aproximadamente sete meses.
O superintendente do Sebrae Bahia, Jorge Khoury, destacou que a iniciativa vem em um momento oportuno, em meio ao cenário de pandemia. “Por meio dsse trabalho poderemos fazer um mapeamento de todo o ecossistema, identificando as vocações, potencialidades, e com isso avaliar a maturidade dos empreendimentos que já existem e dos que ainda estão em desenvolvimento. Esse é o primeiro de uma série de convênios que vêm sendo realizados com a intenção de, cada vez mais, chegarmos mais próximos aos donos de pequenos negócios”, afirmou.
O prefeito Bruno Reis falou sobre o desejo da administração municipal em mudar a matriz econômica de Salvador, e a área de tecnologia e inovação tem sido uma das prioridades. “Com este convênio, iremos mapear e apoiar as startups com projeção local e nacional. Nosso desejo é de produzir soluções. Queremos ter uma cidade inteligente e inovadora e não há outro caminho que não seja o investimento nesse setor, que pode gerar milhares de empregos”, declarou Bruno Reis.
Na prática, o levantamento servirá de base para que a gestão municipal tome medidas mais assertivas para criação de novas políticas públicas e para destinação de recursos com intuito de impulsionar o mercado de empresas de tecnologia. A iniciativa também permitirá conhecer quais matrizes econômicas do ecossistema soteropolitano de startups estão mais fortes, assim como aquelas que necessitem de mais apoio para crescimento.
Além disso, o mapeamento também permitirá conhecer a maturidade das startups na cidade, identificando desde empresas que estão em estágio inicial de operação até aquelas que já dispõem de produtos, serviços e aplicativos prontos, mas que precisam de suporte para testagem das ferramentas ou de financiamento. Para a execução do diagnóstico, está prevista, inclusive, a realização de entrevistas com diversos atores do ecossistema de inovação da cidade, a exemplo de empreendedores e universidades.
Crescimento
Levantamento realizado em 2019 pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups), aponta que Salvador passou a ocupar o primeiro lugar entre as cidades do Norte/Nordeste e o oitavo do Brasil em número de startups ativas, atualmente há mais de 200 em atividade.
Dois anos antes, em 2017, a capital baiana era apenas a 18ª colocada no ranking nacional, atrás de cidades como Manaus, Recife e Fortaleza, contabilizando à época 110 startups locais.
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