Quarta edição do evento recebeu Orlando Kelm, professor da Universidade do Texas nos Estados Unidos
Na manhã desta sexta-feira (22), o Sebrae Bahia promoveu mais uma edição do Café com Energia para abordar o tema “Possíveis Oportunidades do Onshore brasileiro via parcerias com Cultura & Negócios: A chave de comunicar com o norte-americano”, além de trazer um panorama sobre os desdobramentos dos principais eventos do setor de óleo e gás que foram realizados no Brasil até o momento. O encontro aconteceu na Agência Sebrae Costa Azul, com a presença de empresários atendidos pelo programa Sebrae Energia.
Convidado a participar do evento pelos representantes da Câmara Texana de Comércio no Brasil, o professor da Universidade do Texas, Orlando Kelm, contextualizou as principais características percebidas por ele na forma de comunicar-se dos brasileiros e dos norte-americanos, para elucidar o que é importante prezar no momento de estabelecer parcerias internacionais.
De acordo com Orlando, apesar de tudo, o estadunidense tem como norteador das suas ações o cumprimento de regras. “Essa é a ideia principal para entender o jeito de comunicação do norte-americano. Precisamos saber as regras e, baseado nisso, tudo que fazemos é dentro desse limite. Já os brasileiros são muito mais flexíveis e possuem a habilidade de mudar alguma coisa de acordo com a situação”, explicou o palestrante ao mesmo tempo em que chamou atenção para os riscos desse comportamento para os negócios.
Para Marcelo Mollicone, diretor da Câmara Texana de Comércio no Brasil, o que foi abordado por Orlando traz um direcionamento para o empresário compreender, em primeiro lugar, o que ele está propondo com o produto dele e o que precisa ajustar na comunicação. “Na apresentação é preciso mostrar as coisas de forma mais direta. Quais são os ganhos que vão existir e os benefícios que aquele produto vai oferecer, em vez de contar uma história daquele produto, por exemplo. É uma ligação mais direta”, complementou.
Já Max Paul, presidente da Câmara Texana de Comércio no Brasil, frisou que não basta saber falar inglês, ter recursos e ter um bom produto se não entender como formalizar o negócio. “O que o professor Orlando apresentou aqui são diferenças culturais entre duas nações, com formações distintas”, esclareceu, reforçando que essa abordagem do mercado norte-americano pode agregar muito às empresas do setor de energia que estiveram presentes nesta edição do Café com Energia.
No segundo momento do encontro, a gestora estadual do Projeto Sebrae Energia e do Polo de Referência de Óleo e Gás Onshore, Aline Lôbo e o consultor Eduardo Aragon apresentaram um panorama dos eventos que foram realizados para o segmento de óleo e gás e as perspectivas para o segundo semestre. De acordo com Aline, a participação dos empresários baianos ainda é tímida, mas o cenário que se apresenta é favorável aos negócios, mas o processo, hoje, é muito mais referente à mudança de mentalidade de como se comportar diante das novas oportunidades que surgirem.
“É uma mudança de comportamento e de mentalidade. É uma nova forma de se relacionar, de contratar e que a gente tá trazendo aqui para esse espaço é, justamente, não só identifica oportunidades, mas apresentar cenários, trazer empresas que são potenciais compradoras, convidar instituições que trazem um modelo de cultura que pode ajudar muitas das empresas atendidas a irem buscar parcerias”, finalizou.

