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Empresários se unem e criam central de negócios com apoio do Sebrae

Após cursos e capacitações, Rede Kinze, composta por 15 mercadinhos chega a faturar R$ 65 milhões por ano
Por Clara Solla
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Após cursos e capacitações, Rede Kinze, composta por 15 mercadinhos chega a faturar R$ 65 milhões por ano

Proximidade, rapidez e um atendimento personalizado. Essas são as principais características para a maior procura dos clientes aos mercadinhos, mercearias e armazéns de bairro. O setor vem ganhando espaço, mesmo diante da concorrência das grandes redes. E é aí que surge o desafio: como oferecer melhores preços e fortalecer suas marcas para enfrentar os grandes concorrentes? Foi pensando nisso que o empresário William Fonseca decidiu criar a Rede Kinze, central de negócios que une empresários para a obtenção de melhores preços de produtos, contratação de serviços em conjunto, entre outras vantagens.

“Na minha família, várias pessoas já trabalhavam nesse segmento de mercadinhos de bairro. Então, conversamos na época, há uns 9 anos, sobre criar uma central de negócios para facilitar a compra de produtos e criar um montante para conseguir um preço reduzido, além de inúmeras vantagens. Porém, não tivemos maturidade para entender o modelo e acabou ficando para segundo plano”, contou o empresário.

Com o passar do tempo, o empresário sentiu a necessidade de buscar capacitações para criar a Rede e procurou o Sebrae. Com o suporte da instituição, investiu em diversas consultorias e criou uma identidade visual para a rede por meio do programa Sebraetec. “O Sebrae foi um grande parceiro nosso. Nos direcionou e nos fez entender todas as vantagens da criação da central de negócios. Começamos a investir no marketing e enxergar que além da obtenção de melhores preços, a rede iria proporcionar grandes vantagens”, ressaltou William, que é presidente da Rede Kinze.

Rede Kine

A Rede Kinze é composta por 15 lojas, sendo a maioria empresas familiares. Cada um gere a sua empresa sem intervenções. “A minha loja foi a primeira a virar a bandeira da rede e nosso projeto é expandirmos o nosso negócio até agosto de 2023 e agregar mais empresários. Estamos muito felizes. Hoje, nosso faturamento é de R$ 65 milhões por ano, somando o montante de todas as lojas que compõem a rede”, comemorou Fonseca.

Para o gestor de projetos do Sebrae Bahia, Ítalo Guanais, as consultorias e capacitações oferecidas pelo Sebrae fez toda a diferença nos resultados positivos da Rede Kinze. “Acompanhar a formação desta central de negócios nos mostra que a cooperação entre as empresas têm se destacado como um meio capaz de torná-las mais competitivas. Fortalecer o poder de compra, compartilhar recursos, combinar competências, dividir o ônus de realizar pesquisas, partilhar riscos e custos para explorar novas oportunidades, oferecer produtos com qualidade superior e diversificada. Essas são estratégias coletivas que têm sido utilizadas com maior frequência, principalmente com o objetivo de fortalecer diante aos grandes players do varejo de alimentos”, finalizou Guanais.