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Indicação geográfica da banana no Baixo Sul Baiano busca valorização do produto na região

Processo iniciado pelo Sebrae no território mira produção regional expressiva
Por Rafael Lopes para ML Comunicação
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Segundo o boletim de Conjuntura Agropecuária (BCAB), divulgado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), em parceria com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), a fruticultura agropecuária representou um dos principais motores de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia em 2025. A produção de banana se destaca com o montante de 906 mil toneladas, um aumento de 4,8% em relação a 2024.

Para qualificar e fortalecer o segmento, sobretudo a partir do território Baixo Sul baiano – que apresenta produção expressiva do fruto –, o Sebrae está orientando sobre a Indicação Geográfica (IG) da banana. O evento “Identificação Geográfica: origem que gera valor”, realizado em Teolândia no último dia 11 de junho discutiu de forma estratégica a IG da banana. Na oportunidade, foi apresentado um plano detalhado para a conquista do registro oficial que abrange desde a mobilização dos produtores e definição do território até o protocolo final no INPI.

Nesse processo, a banana é vista como o produto de vanguarda para fortalecer a identidade e o valor da produção regional. Além do fruto, outros potenciais do território também poderão ser trabalhados para outras IG, como o cravo, guaraná, dendê, charuto, farinha de copioba e o artesanato de cerâmica de Maragogipinho.

Para o gerente regional do Sebrae em Santo Antônio de Jesus, Carlos Henrique Oliveira, o evento contribui para fomentar e qualificar a discussão em torno da IG no Baixo Sul. “O evento foi uma excelente oportunidade para esclarecer dúvidas sobre IG e identificar oportunidades de atuação no território”, concluiu.

O analista do Sebrae em Santo Antônio de Jesus, Iuri Clauton, enxerga como um passo importante para o fortalecimento regional. “Ao reunir secretários municipais de agricultura, lideranças e instituições parceiras em torno de uma agenda de valorização dos nossos produtos e territórios, vamos avançando na construção da IG da banana e mapeando também outras potencialidades regionais. A IG representa uma oportunidade de gerar valor, fortalecer a identidade regional e criar um legado de desenvolvimento para as futuras gerações”, acrescentou.

Além de produtores rurais e secretários de Agricultura da região, a agenda contou com a presença estratégica de representantes de instituições como o Consórcio Intermunicipal do Mosaico das APAS do Baixo Sul (CIAPRA), Sebrae e lideranças locais.

Inspiração e próximos passos

Como exemplo de sucesso já consolidado, foi citado o artesanato do município de Saubara, no Recôncavo Baiano, que já opera como uma IG ativa no estado. Para a banana, o próximo marco discutido para avançar foi o Encontro Nacional de Bananicultores, previsto para este ano de 2026 em Bom Jesus da Lapa, no Oeste Baiano. A atividade vai possibilitar a troca de experiências junto a outras regiões que já possuem a certificação como Corupá (SC) e o Vale do Ribeira (SP).