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Projeto Viva Água prevê recuperação hídrica das bacias dos rios Joanes e Jacuípe e apoio a negócios sustentáveis

Contrato firmado entre o Sebrae e a Fundação Grupo Boticário busca fortalecer a segurança hídrica na região metropolitana de Salvador e estimular o empreendedorismo socioambiental
Por Henrique da Mata
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Contrato de R$ 869 mil firmado entre o Sebrae e a Fundação Grupo Boticário busca fortalecer a segurança hídrica na região metropolitana de Salvador e estimular o empreendedorismo socioambiental

A recuperação de mananciais que abastecem Salvador e municípios da região metropolitana será associada ao desenvolvimento de negócios sustentáveis por meio do projeto Viva Água, iniciativa da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza que conta com a participação do Sebrae Bahia. O contrato, no valor de R$ 869 mil, prevê ações nas bacias dos rios Joanes e Jacuípe, com foco na conservação dos recursos hídricos, na restauração de áreas degradadas e no fortalecimento da economia local.

A proposta parte de um modelo colaborativo, reunindo agricultores, órgãos públicos, universidades, empresas e organizações locais para construir uma visão comum de futuro para 2030. A partir desse processo, os participantes identificam prioridades e desenvolvem soluções capazes de conciliar a recuperação ambiental com a geração de oportunidades econômicas para as comunidades que vivem na região.

Entre os públicos prioritários estão pequenos produtores rurais, pescadores, marisqueiras, empreendedores de turismo de base comunitária e negócios quilombolas, além de iniciativas que geram impacto socioambiental positivo. A intenção é contribuir para que a conservação dos recursos naturais também represente oportunidades de renda, desenvolvimento e fortalecimento dos empreendimentos locais.

Segundo o analista técnico do Sebrae Bahia, Gustavo Paixão, o projeto tem validade inicial até 2027, com possibilidade de renovação até 2030. A perspectiva é que, ao longo desse período, seja estruturado um ecossistema capaz de continuar funcionando de forma autônoma, mesmo após o encerramento do apoio inicial. “O projeto tem validade até 2027, mas com possibilidade de renovação até 2030. É o período que o movimento pretende se manter aqui na Bahia. E a ideia é que no final eles mantenham um ecossistema funcionando por conta própria”, afirma Gustavo.

O planejamento também prevê a criação de programas de incubação e aceleração de negócios a partir de 2028. De acordo com o analista, a proposta é atender 15 empreendimentos em cada modalidade, totalizando 30 negócios por ano. “A ideia é que, a partir de 2028, seja feita uma turma de incubação e uma turma de aceleração, cada uma atendendo 15 negócios, ou seja, 30 negócios por ano. A ideia é que no final a gente tenha impactado diretamente 150 negócios de impacto socioambiental”, destaca.

Para a Fundação Grupo Boticário, o desenvolvimento de soluções construídas com os atores locais é uma parte central da estratégia. O gerente de Economia da Biodiversidade da instituição, Guilherme Karam, explica que o trabalho envolve a criação de projetos-piloto voltados à recuperação ambiental e à dinamização da economia regional. “A partir dessas diretrizes, são desenvolvidos protótipos de projetos focados em agricultura sustentável, restauração florestal, turismo regenerativo e outras ações capazes de fortalecer a segurança hídrica regional”, afirma Karam.

Ao apoiar empreendimentos que dependem de um território ambientalmente saudável, o projeto pretende contribuir para a proteção das bacias hidrográficas e, ao mesmo tempo, ampliar as oportunidades para pequenos negócios ligados à produção rural, à pesca, ao turismo e à economia de impacto. Com a iniciativa, os negócios acelerados através do programa terão acesso até R$17 mil para contratações de consultorias do Sebrae.

A construção de uma rede local com capacidade de articulação e continuidade é outro eixo importante do Viva Água. A expectativa é que a colaboração entre instituições, empreendedores e comunidades ajude a consolidar soluções duradouras para a conservação dos mananciais e para o desenvolvimento sustentável da região metropolitana de Salvador.