As micro e pequenas empresas baianas registraram saldo positivo na geração de empregos em abril. Ao todo, foram 6.031 postos de trabalho criados por pequenos negócios no mês. No acumulado, entre janeiro e abril, o saldo chega a 22.913 postos criados, colocando a Bahia em primeiro lugar na geração de emprego por micro e pequenas empresas no Nordeste. Os números constam no mais recente levantamento divulgado pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED).
Nesse período, o setor de serviços foi o que registrou o saldo de empregos mais alto. Foram 12.701 postos criados por micro e pequenas empresas. Logo em seguida, aparece o setor de construção, com 8.706. A indústria registrou saldo de 3.101, enquanto o setor de comércio registrou queda de 1.942 no saldo postos de trabalho gerados por pequenos negócios.
Na Bahia, as atividades econômicas que mais se destacaram na geração de empregos foram: construção de edifícios (3.346), transmissão de energia elétrica (1.530), incorporação de serviços imobiliários (1.212), atividades de atendimento hospitalar (1.206) e obras para geração e distribuição de energia elétrica e para telecomunicações (920).
No cenário nacional, o estado aparece em sexto lugar no ranking, atrás de São Paulo (103.118), Minas Gerais (35.081), Paraná (34.921), Santa Catarina (30.080) e Goiás (27.542). O relatório aponta que, em todo o Brasil, só no mês de abril, os pequenos negócios foram responsáveis pela criação de 83,9% dos postos de trabalho.
O analista do Sebrae Bahia, Anderson Teixeira, destaca que os dados do CAGED confirmam o protagonismo das micro e pequenas empresas na geração de empregos na Bahia, com 60% dos empregos gerados. “O destaque para os setores de serviços e construção civil evidencia o dinamismo dessas atividades e sua capacidade de absorver mão de obra. Além disso, o fato de os pequenos negócios responderem por 83,9% das vagas criadas no país em abril reforça a importância de políticas de apoio ao empreendedorismo, à inovação e à competitividade desses empreendimentos, fundamentais para a manutenção desse ciclo positivo de geração de emprego e renda”, conclui.

