O aroma e a qualidade dos cafés especiais produzidos no Planalto da Conquista ganharam espaço na 4ª edição do Festival Baiano de Cafés, realizado nos dias 15 e 16 de agosto, no Trapiche Barnabé, em Salvador. O evento reuniu produtores, torrefadores, baristas, especialistas e consumidores em uma programação voltada à valorização da cultura do café e contou com a participação do Sebrae, que levou ao festival marcas de diferentes regiões produtoras da Bahia.
Entre os representantes do Planalto da Conquista esteve a produtora Nadir Blatt, do Café Grão Seleto. Além de apresentar sua marca no espaço coletivo do Sebrae, Nadir participou do painel “O Papel da Mulher na Agricultura”, ampliando a presença feminina em um debate sobre os desafios e as oportunidades para as mulheres que atuam no campo.
Participar do festival, para a produtora, representou mais do que uma oportunidade de divulgar o próprio café, significou também aprendizado, conexão e o fortalecimento do empreendedorismo rural. “Foi uma experiência ímpar, e foi meu primeiro ano na participação. Mas, com essa experiência, a partir da próxima edição, pretendo estar expondo novamente nossa marca do Café Grão Seleto”, destaca Nadir.
Segundo ela, eventos como o Festival Baiano de Cafés permitem que pequenos produtores apresentem seus produtos diretamente ao mercado e estabeleçam conexões que podem contribuir para o crescimento dos negócios. “O Sebrae sempre nos oportuniza e tem como objetivo o apoio aos pequenos produtores para divulgação de suas marcas e de seus cafés. É uma oportunidade de troca de experiências e de conhecimento de outras marcas e outros produtores de outras regiões”, afirma.
A participação de Nadir no painel sobre o papel da mulher na agricultura acrescentou ao festival uma discussão que ultrapassa a produção do café. Ao compartilhar sua experiência, a produtora ajudou a evidenciar a presença feminina em uma atividade historicamente associada ao trabalho masculino no campo. Para ela, a participação no festival também serviu como um despertar para que mais produtores percebam o potencial de suas próprias marcas e busquem novos espaços de comercialização e divulgação.

“Nós temos muitos produtores com bons cafés, e isso também ficou salientado. Foi um despertar da importância que temos de levar nossas marcas e fazer essa troca de experiências sobre as dificuldades, os desafios e as experiências que nós temos em relação ao café e aos cafés especiais”, pontua.
Sebrae aproxima produtores do mercado
A participação do Sebrae no festival integrou produtores de diferentes regiões produtoras da Bahia. De acordo com a gestora do Projeto Cafés Especiais do Planalto da Conquista, Mônica Rizério, a estratégia foi oferecer espaço para marcas que ainda estão em processo de estruturação e, ao mesmo tempo, acompanhar a evolução de produtores que já conquistaram condições para participar do evento de forma independente.
“O nosso estande foi para aqueles produtores que ainda não têm condições de estar no estande próprio, por diferentes razões. O nosso objetivo é justamente esse: preparar esses produtores para que eles estejam prontos para estar lá sozinhos”, explica.
No espaço coletivo do Sebrae, oito marcas de diferentes regiões produtoras participaram da programação. Paralelamente, produtores do Planalto da Conquista, que já estão em um estágio mais avançado de desenvolvimento, participaram com estandes próprios, demonstrando a evolução dos negócios apoiados pelas ações de fortalecimento do setor.
A gestora avalia que esse movimento representa um resultado importante do trabalho desenvolvido com os produtores. “Os nossos produtores que estão atendidos pelo Sebrae do Planalto da Conquista já estavam com estande próprio e se sentiram muito bem”, destaca.
Além da exposição de marcas, o Sebrae também manteve um espaço de provas de cafés voltado ao consumidor final e apresentou a Rota dos Cafés Especiais do Planalto da Conquista, que ganhou destaque durante o festival. A iniciativa aproximou a produção de cafés especiais do turismo de experiência. A proposta é mostrar ao consumidor que, além de conhecer e comprar um café de qualidade, é possível conhecer a origem do produto, visitar propriedades e vivenciar o território onde o grão é produzido.
“O consumidor de café especial que vai a um espaço desse não quer só comprar um café. Ele quer comprar um café bom, quer saber de onde vem esse café e quer conhecer a propriedade. Então, fizemos esse intercâmbio nesse festival”, explica Mônica.

