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Diretor Técnico do Sebrae Nacional destaca integração produtiva e protagonismo regional da indústria

Bruno Quick falou sobre papel das cadeias de valor e da inovação em painel do INDEX Bahia 2026
Por Carlos Baumgarten para ML Comunicação
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A necessidade de integrar grandes indústrias, pequenos negócios e cadeias produtivas foi um dos temas debatidos no painel “Neoindustrialização do Brasil: financiamento, competitividade e inovação”, realizado na tarde desta quarta-feira (6), durante o Fórum das Grandes Indústrias, no INDEX Bahia 2026. O evento segue até sexta-feira (9), no Centro de Convenções Salvador. Participaram do debate o diretor técnico do Sebrae Nacional, Bruno Quick, o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, o diretor de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES, José Luiz Gordon, o diretor de Inovação da Finep, Elias Ramos de Souza. A mediação foi feita pelo presidente da Fieb, Carlos Henrique Passos.

Ao longo do painel, Bruno Quick concentrou sua fala na importância de enxergar a indústria de forma sistêmica, conectada a diferentes setores e territórios. “Não há desenvolvimento real sem agregar valor. E as pequenas empresas estão mais próximos da grande indústria, trabalhando com cadeias de valor, cadeias de suprimento e com uma visão mais ampla”, afirmou.

Segundo ele, o desafio da neoindustrialização passa por articulação coletiva e entendimento das realidades regionais. “Não há desenvolvimento econômico no Brasil sem a indústria e toda a sua cadeia de valor. Para isso, precisamos trabalhar juntos, entender as necessidades e construir projetos estruturantes e duradouros”, disse. Quick ressaltou ainda que o país precisa aproveitar melhor seu potencial. “O Brasil é muito diverso. É fundamental gerar arranjos produtivos locais e colocar todos os recursos a favor das estratégias da indústria nacional.”

O diretor técnico do Sebrae também destacou avanços no ecossistema de inovação, com programas voltados ao fomento de startups e soluções tecnológicas. “Entramos no trabalho do ecossistema de inovação por meio do Catalisa e de parcerias que resultaram em bolsas e programas como o Inova Biomas. No Nordeste, as startups saíram de uma representação 8% para 25% em cinco anos”, pontuou.

Quick citou ainda o papel estratégico da Bahia como referência nacional em setores específicos. “Aqui há polos importantes, como o de óleo e gás onshore. Esses modelos podem ser replicados em todo o país. Precisamos entender o que cabe a cada região e fazer juntos”, afirmou.

Durante a mediação, Carlos Henrique Passos reforçou a importância do encadeamento produtivo. “Por trás da grande empresa sempre há uma rede de micro e pequenas empresas, e o Sebrae tem papel essencial nesse fortalecimento”, disse. Ele também destacou o cenário desafiador da indústria. “Precisamos buscar soluções estruturais e convergências para um ambiente de negócios mais estável”, pontuou.

Ricardo Alban, por sua vez, enfatizou a necessidade de ganho de produtividade. “Competitividade passa pela capacidade de competir globalmente. A Bahia tem vantagens importantes, como energia e novos polos industriais”, afirmou.

No campo do financiamento, José Luiz Gordon apontou a ampliação do apoio do BNDES ao setor. “Foram R$ 300 bilhões investidos na indústria entre 2023 e 2025, com meta de R$ 370 bilhões em 2026, além de recursos para inovação e sustentabilidade”, afirmou. Já Elias Ramos de Souza destacou a retomada das políticas industriais. “Há uma integração nova entre inovação e desenvolvimento, com maior clareza na oferta de recursos”, disse.

Elias Ramos de Souza avaliou que o debate sobre competitividade voltou ao centro da agenda nacional. “Há um movimento de consenso em torno de temas-chave da política industrial, mesmo com divergências próprias de um ambiente democrático”, disse. Ele destacou a integração entre inovação e desenvolvimento. “Temos algo novo, que é a integração da política de inovação à política de desenvolvimento do país, permitindo maior clareza na disponibilidade de recursos”, ressaltou

O INDEX

Realizado pela FIEB e pelo Sebrae, o INDEX é o maior encontro industrial do Nordeste, consolidando-se como uma plataforma estratégica de negócios, inovação e conexões entre os principais players do setor produtivo. Em sua segunda edição, o evento reúne indústrias, distribuidores, fornecedores, especialistas e lideranças empresariais em uma experiência que integra inovação, conteúdo e networking, apresentando tendências, tecnologias e soluções que fortalecem o setor industrial e impactam o desenvolvimento econômico da Bahia. Em sua primeira edição, realizada em 2025, o evento contou com 30 mil visitantes, mais de 300 expositores e gerou R$ 98 milhões em negócios.

O INDEX 2026 tem produção da Bahia Eventos e patrocínio do Senai; Sesi; IEL; CNI; Finep; Governo da Bahia; Banco do Nordeste; Prefeitura de Salvador; Prefeitura de Camaçari; Braskem; Bahiagás; BASF; ApexBrasil; Caixa; Acelen; Banco do Brasil; Bracell; Desenbahia; Neoenergia; Veracel; Moeve; Senar Bahia; Tecon; CBPM; Casa dos Ventos; ANIP.

Serviço

Evento: INDEX Bahia 2026
Data: 6 a 8 de maio
Local: Centro de Convenções Salvador
Inscrições gratuitas: https://www.indexbahia.com.br/