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Em Irecê, Sebrae promove evento Potência PCD e destaca inclusão e autonomia de pessoas com deficiência

Encontro reuniu representantes de instituições, pessoas com deficiência em uma programação voltada à inclusão e à geração de oportunidades
Por Nara Zaneli para ML Comunicação
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Incentivar a geração de renda, ampliar oportunidades e fortalecer o empreendedorismo para pessoas com deficiência. Esses foram os principais objetivos do evento Potência PCD, realizado na quarta-feira (4), no auditório do Caraíbas Hall, em Irecê. Com o espaço lotado e a participação de representantes de diversas instituições, o encontro promoveu um ambiente de diálogo, valorização e reconhecimento das potencialidades das pessoas com deficiência, especialmente no contexto do empreendedorismo e da inclusão produtiva.

A programação contou com palestra, roda de conversa, exposição de produtos desenvolvidos por pessoas com deficiência e familiares, além de recursos de acessibilidade, como a presença de profissional de Libras. A iniciativa também buscou incentivar a autonomia financeira, a geração de renda e a participação desse público no mercado de trabalho.

O gestor de projetos do Sebrae em Seabra, Edvan Lessa, destacou o caráter inédito da iniciativa e a importância de criar espaços que acolham, reconheçam e estimulem as potencialidades das pessoas com deficiência, inclusive no universo do empreendedorismo.

“O Potência PCD é uma iniciativa do programa Plural, que coloca na centralidade o protagonismo das pessoas com deficiência. Hoje estamos fazendo história, ao reunir pessoas com essas diversidades de atuação e perspectivas, a terem acesso às informações importantes que apresentem o empreendedorismo como forma de valorização e novas oportunidades. Esse é um encontro para gerar conexões e colocar em evidência a história de vida dessas pessoas. Foi um momento realmente inspirador”, afirmou.

Entre os participantes da roda de conversa esteve a atriz, influenciadora, ativista e Miss Bahia Mundo, Karen Rodrigues, que compartilhou sua experiência como pessoa neurodivergente. Defensora do crachá de identificação do autismo, ela ressaltou a importância de ambientes acolhedores e preparados para respeitar as diferenças. Karen também apresentou o Projeto Colorir, destacando o papel das redes sociais na ampliação da visibilidade de iniciativas inclusivas. “Ações como a promovida pelo Sebrae podem incentivar outras instituições a desenvolver atividades semelhantes. Estou muito feliz em participar desse evento e mostrar a nossa potência como pessoas ativas, atuantes e com muito potencial no mundo dos negócios”, destacou.

O presidente da Associação de Deficientes Visuais de Irecê e região (Adevir), João Batista Cordeiro, também participou do encontro e destacou a importância do acesso a direitos, da capacitação e do protagonismo das pessoas com deficiência. Ele ressaltou que a participação em iniciativas como essa contribui para que cada pessoa possa desenvolver suas habilidades, respeitando suas limitações, e colaborar com o desenvolvimento da comunidade, do estado e do país.

“O deficiente precisa acreditar nele próprio, e tendo instituições como o Sebrae que apoiem essa causa, fica mais fácil a caminhada. Quando a gente entende que mesmo com as nossas limitações, a gente pode sim contribuir com a nossa cidade e com o nosso País, a gente se sente pertencente”, disse.

A roda de conversa também abordou os desafios da inclusão no mercado de trabalho. O professor e coordenador do curso de Ciências Contábeis da Faculdade de Irecê (FAI), Lucas Neri, que participou do debate, compartilhou experiências sobre sua inserção profissional e destacou a importância de oportunidades que considerem as competências das pessoas, sem preconceito ou discriminação. Lucas, que é cadeirante, chamou atenção para o apoio e a colaboração como fatores importantes na transformação da realidade das pessoas com deficiência.

“Peçam apoio. Não há nada mais gratificante do que ser ajudado, e retribuir esse gesto de carinho. Agradeço a todos que confiaram em mim durante toda a minha trajetória e ressalto que temos que ter iniciativa e humildade para construir a nossa própria história”, disse.

A mediação ficou por conta de Meire Joyce, suplente de vereadora e empreendedora com nanismo, que trouxe reflexões sobre as barreiras de comunicação e a necessidade de ampliar o conhecimento da sociedade sobre as diferentes formas de expressão. Durante a conversa, também foi levantada a importância de aprender e respeitar os vocabulários e as particularidades das pessoas com deficiência.

Representando a comunidade surda, Estefani Machado Costa participou por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e defendeu a ampliação do ensino da língua nas escolas. “Para ter inclusão de fato, é fundamental aproximar pessoas surdas e ouvintes, preparando também os professores para contribuir com uma sociedade mais justa e inclusiva. A linguagem de Libras precisa ser acessada nas escolas”,

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio de Irecê, Léo da Unibel, acompanhou a programação e destacou a importância de iniciativas que incentivem a inclusão e a autonomia. Também participaram o vereador Fabiano Bia, pessoa com deficiência física, representantes da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), da Adevir, da Associação de pessoas com doença falciforme de xique-xique (Apedfaxx), e representantes de instituições ligadas à comunidade de pessoas com deficiência.

A programação contou ainda com palestra da mestra em educação científica, inclusão e diversidade, Patrícia Braille, ampliando as discussões sobre acessibilidade, reconhecimento e participação social. A iniciativa integra a proposta do Sebrae de estimular a inclusão, o empreendedorismo e a autonomia por meio de ações como o programa Plural e o Potência PCD, aproximando pessoas, instituições e oportunidades.