Francisca Alves Ribeiro, que também é prefeita de Carinhanha, participa da iniciativa pela primeira vez
Na 14ª edição do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, realizado com a finalidade de reconhecer a trajetória que se destacam no empreendedorismo para inspirar outras mulheres a empreender ao contar as histórias que deram certo, uma das finalistas é Francisca Alves Ribeiro, do município de Carinhanha, Oeste da Bahia. Ela é uma das 13 empreendedoras que concorrem na etapa estadual, com cerimônia de anúncio nesta quarta-feira (21), a partir das 18h30.
Francisca Alves Ribeiro, conhecida como Chica, concorre na categoria Produtora Rural. Ela é prefeita de Carinhanha e participa do Prêmio pela primeira vez e conta que a história que apresentou e conseguiu chegar à final foi a trajetória de luta e resistência que marca a sua vida.
Chica, que é filha de agricultores e produtora rural há mais de 30 anos, acredita no potencial deste setor tão importante para os pequenos empreendedores. Ela defende que, além do trabalho em si na agricultura familiar, é necessário investir em políticas públicas que fortaleçam a atividade.
“Depois de um certo tempo, eu fui para o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, organizei um movimento de mulheres, e essa luta me levou a filiar a um partido e a disputar nove eleições, que me levaram à suplência de deputada, a ser vereadora e, agora, por três vezes prefeita. E esse é o meu sonho, essa é a minha esperança cada vez mais forte, porque com esse potencial que as mulheres têm aqui na minha cidade, estou conseguindo provar que com políticas públicas e foco, podemos mudar realidades. Eu acredito que o conhecimento e as coisas boas a gente tem que compartilhar e me inscrevi para que outras mulheres conheçam a minha história e eu também conheça a história de ouras mulheres, para mostrar que é possível participar e desenvolver o seu potencial”, conta.
Além de reconhecer as empreendedoras como destaque no empreendedorismo rural, as outras finalistas concorrem nas categorias Pequenos Negócios e Microempreendedora Individual (MEI), que empreendem no Comércio, Serviços, Indústria e Artesanato.
“A minha perspectiva é ganhar e o segundo ponto é que essa história de uma agricultora, de uma trabalhadora rural que não teve muita oportunidade na sua juventude e na sua infância, chegando a ser prefeita, mudando a realidade, vá para outros estados, outras regiões, para o Brasil afora, para que outras mulheres se encorajem, comecem a participar e virar mulher empreendedora, não só como agricultora, mas como outros ramos, que são muitos”, finaliza Chica.

