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Produtores da Bahia e de Minas Gerais apresentam cafés especiais durante o Terroirs da Bahia – Salão da Chapada

Plateia pôde aprender e provar semelhanças e diferenças entre produtos baianos e mineiros e também sobre a importância das Indicações Geográficas
Por Tássia Correia para ML Comunicação
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Um dos pontos altos do segundo dia do Terroirs da Bahia – Salão da Chapada foi a realização do bate-papo “Vozes do Terroir Sabores e Saberes”, apresentado por produtores rurais experientes com dicas, trocas de informações, e, claro, muitas degustações. Visitantes puderam aprender e provar as diferenças e semelhanças entre produtos especiais de Minas Gerais e da Bahia. Promovido pelo Sebrae, com apoio da Prefeitura de Lençóis, o evento tem programação totalmente gratuita e acontece de 16 a 19 de setembro, estima-se que mais de 3 mil pessoas circulem pela feira.

Gabriel Carvalho, representante do Café Canastra de Minas Gerais, por exemplo, falou sobre a importância das Indicações Geográficas (IG), um selo de propriedade intelectual que reconhece produtos ou serviços com características únicas devido ao seu local de origem. “O queijo da Canastra foi uma das primeiras IGs do Brasil e a assim impulsionou o registro do Café da Canastra também. Mostrou um caminho para nós, por ter conseguido essa expressão nacional muito mais forte depois do reconhecimento”, comentou.

Recentemente, o Café da Chapada Diamantina também recebeu o selo de Indicação Geográfica. E para falar sobre essa conquista, quem esteve no palco foi a produtora do premiado Café Igaraçu, do município de Mucugê (BA), Tadeane Matos. “A gente faz o café com amor, a gente sabe fazer, e a gente tem conhecimento, então não tem porque ter medo de mostrar. Por isso, a IG é ótima para reconhecer tudo isso”.

Além da importância das Indicações Geográficas (IG), Tadeane e Gabriel conduziram uma degustação comparada e falaram sobre as características particulares dos cafés de cada região.

“O Café da Canastra têm mais corpo, e o Café da Chapada Diamantina tem mais leveza e densidade ao mesmo tempo. O da Chapada carrega uma intensidade. Tem acidez alta, a doçura é alta. Já o café deles, eu achei bem equilibrado”, ponderou Tadeane. E para quem precisa escolher qual café tomar, a dica da especialista é das melhores. “Digamos que o Café da Chapada Diamantina tem a cara do fim de tarde. Aquele de descansar, né? Olhar para o dia, olhar o pôr do sol, é o ´chega por hoje, vou tomar um cafezinho da Chapada´ . E o Café da Canastra, seria um café mais encorpado para tomar de manhã. Para começar o dia. Começa com um, encerra com o outro, e o dia fica lindo. Mas, claro, que pode ser em todos os horários também?”, brincou a produtora.

Além da descontração, os palestrantes aproveitaram para trocar experiências, entre elas o desafio de popularizar os produtos com IG. “Uma dor nossa, que temos em comum, é fazer a população local enxergar esse benefício que a IG pode trazer para o território como um todo, não só para os produtores, mas para toda a cadeia, inclusive incrementando o turismo. Então eu acho que eventos como esse ajudam, por exemplo, as hospedagens, o comércio local a poderem oferecer esses produtos e saber falar sobre eles, porque o turista busca isso”, destacou Gabriel.

A mensagem chegou também para quem está iniciando no mundo dos cafés especiais, como é o caso da agente de saúde, Helma Dourado, que foi conferir o bate-papo e achou tudo bem explicativo sobre a importância do consumidor saber a origem do café. “Eles foram muito receptivos às dúvidas. E agora eu entendi sobre a diferença que faz tomar cafés com essa qualidade”, comentou Helma.

Serviço

Terroirs da Bahia – Salão Terroir Chapada
Quando: de 16 a 19 de setembro de 2026
Local: Lençóis (BA)
Programação gratuita

Inscrições: no link