Em vez de uma sala de aula convencional, um palco. No lugar de conceitos apresentados apenas em livros, mágica, ilusionismo, teatro e interação com o público. É dessa forma que o Sebrae em Barreiras leva a mensagem do empreendedorismo e da educação financeira a cerca de 3,5 mil estudantes de escolas públicas da cidade, no Oeste da Bahia. A iniciativa integra o Circuito de Espetáculos “A Magia do Empreendedorismo na Educação”, que começou na segunda-feira (17) e segue até sexta-feira (21) em comemoração ao mês do Estudante. A ação conta com a parceria do Instituto Federal da Bahia (IFBA) e da Secretaria Municipal de Educação.
Para o gerente regional do Sebrae em Barreiras, Emerson Cardoso, iniciativas como essa reforçam o compromisso da instituição com a formação de crianças e jovens mais preparados para os desafios do futuro. “Levar a educação empreendedora para dentro das escolas é investir nas pessoas desde cedo. Quando conseguimos despertar nos estudantes a curiosidade, a criatividade e a capacidade de acreditar nas próprias ideias, estamos contribuindo para que eles desenvolvam uma postura mais protagonista diante da vida. Esse circuito representa justamente isso: criar experiências que inspirem, estimulem novas perspectivas e mostrem que cada estudante pode ser agente da sua própria transformação”, destaca.
Ao todo, serão dez espetáculos destinados a estudantes de 20 escolas. As sessões acontecem às 9h e às 15h. A ideia é apostar em uma linguagem que conversa diretamente com o universo infantojuvenil. Por meio de uma experiência circense, o espetáculo conduz os estudantes a uma reflexão sobre iniciativa, planejamento, persistência, trabalho em equipe, identificação de oportunidades e uso consciente dos recursos.
Para a gestora do programa Educação Empreendedora do Sebrae em Barreiras, Delvania Borges, a iniciativa parte da compreensão de que formar empreendedores vai muito além de ensinar a abrir um negócio. “Quando nós falamos em Educação Empreendedora do Sebrae, nós estamos falando na mobilização de saberes para o desenvolvimento de competências e habilidades essenciais para a construção de um projeto de vida sustentável, e isso envolve, necessariamente, inovação nas metodologias de ensino”, explica.
Quando a mágica vira aprendizado
No palco, o mágico Marcelo transforma objetos, desafios e ilusões em ferramentas para falar sobre escolhas e comportamento empreendedor. A cada número, a mágica deixa de ser apenas entretenimento e passa a funcionar como metáfora. A mensagem é direta: aquilo que parece acontecer por mágica é, na verdade, resultado de preparação, técnica, prática, planejamento e execução. Da mesma forma, o sucesso de uma ideia ou de um empreendimento não acontece de uma hora para outra.
Durante a apresentação, os estudantes são convidados a perceber que empreender começa com uma ideia, mas exige iniciativa para colocá-la em prática, atenção para identificar oportunidades e disposição para aprender com os erros e continuar avançando. No espetáculo, a mágica é mais do que um truque de palco. Ela passa a representar aquilo que a educação empreendedora pretende construir: a capacidade de transformar ideias em possibilidades, possibilidades em ações e ações em novos caminhos para o futuro.
Um dos momentos de destaque é a apresentação das “chaves” do empreendedor de sucesso: comprometimento e qualidade, atenção às oportunidades, rede de contatos, definição de metas, persistência, planejamento e monitoramento. A metáfora ajuda a mostrar que não existe uma única característica capaz de garantir bons resultados. O desenvolvimento profissional depende da combinação de diferentes competências e atitudes.
Do palco para a vida
A experiência chamou a atenção dos próprios estudantes. Para Miguel dos Santos, aluno do quinto ano, a maneira como o conteúdo foi apresentado tornou o aprendizado mais interessante. “Eu achei o espetáculo muito legal e gostei bastante porque aprendi muitas coisas novas. Achei tudo muito interessante e divertido”, conta.
O estudante também conseguiu identificar algumas das principais mensagens apresentadas durante o espetáculo. “Aprendi que, para ter um comércio ou começar um negócio, é preciso ter algumas coisas importantes, como persistência, dedicação e saber aproveitar as oportunidades”, relata.
Para a coordenadora pedagógica Liliana Gonçalves, levar o empreendedorismo para o ambiente escolar de maneira lúdica amplia as possibilidades de aprendizagem. “Nós, enquanto educadores, vemos o trabalho que o Sebrae está levando para dentro das escolas de forma muito positiva. É justamente nessas crianças que estão os futuros empreendedores, que podemos construir um futuro com empreendimentos cada vez melhores. Trabalhar estratégias, comprometimento e comportamento empreendedor desde cedo é muito importante, principalmente quando isso é feito de uma forma prazerosa, por meio de brincadeiras, mágicas e atividades lúdicas. O trabalho desenvolvido pelo Sebrae vem para somar, trazendo novas estratégias, dinâmicas e um olhar diferenciado para esses alunos”, completa.

