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Espaço Colabore celebrou cinco anos com programação especial e gratuita

Primeiro Centro de Inovação Público de Salvador já atraiu mais de 20 mil pessoas para suas atividades
Por Cristiana Fernandes
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Na última sexta-feira (10), o Espaço Colabore, primeiro Centro de Inovação Público de Salvador, celebrou seus cinco anos de funcionamento com uma programação especial e gratuita. Inaugurado em 2019, o espaço é uma iniciativa da Prefeitura de Salvador, através da Secretaria de Sustentabilidade e Resiliência (Secis), em parceria com o Parque Social e o Sebrae Bahia, por meio do Sebraelab e, mais recentemente, do SebraeEcos. Desde sua abertura, o Colabore já atraiu mais de 20 mil pessoas com atividades.

A celebração de aniversário contou com uma série de atividades focadas em inovação, empreendedorismo e sustentabilidade, voltado para donos de Pequenas Empresas (MEI, ME e EPP), startups e pessoas que atuam com soluções de impacto social.

Durante a abertura do evento, o superintendente do Sebrae Bahia, Jorge Khoury, afirmou que o convênio entre o Sebrae e a prefeitura é um compromisso que o Sebrae tem, a nível de Brasil, com relação à criação de oportunidades para os pequenos negócios se destacarem e receberem apoio. “Não tenho dúvida sobre a importância deste espaço. Espero que a gente possa criar ainda mais oportunidades e orientar os nossos pequenos empresários, estimulando o empreendedorismo, para que possamos ter uma economia mais segura e mais firme em nosso estado e em nosso país”.

O secretário de Sustentabilidade, Resiliência, Bem-estar e Proteção Animal, Ivan Euler, agradeceu a parceria com o Sebrae e com o Parque Social. “Esse equipamento foi entregue na época em que eu era diretor de inovação e foi um desafio enorme. Posso dizer a todos vocês: se o Sebrae não tivesse conosco desde o início, nessa parceria, eu acho que o Colabore não estaria aqui hoje. Então, agradeço a Jorge Khoury e a todo o time do Sebrae”, complementou.

A diretora-geral do Parque Social, Sandra Paranhos, destacou a importância da incubadora In Pacto, instalada no Colabore. “O Parque Social, com o projeto da incubadora, já atendeu 66 empreendedores e temos muitos cases de sucesso. O Parque Social é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos e o que a gente faz junto com a prefeitura não nos rende dinheiro, mas nos proporciona satisfação ao ver a transformação através dos projetos sociais. Hoje, é uma gratidão enorme. Quando se diz cinco anos, eu realmente achava que era muito mais pelo tanto que já foi feito”, ressaltou.

Programação

A primeira atividade do dia foi o “Papo Circular: o que a economia circular tem a ver com seu negócio”. O painel discutiu como a Economia Circular, que se baseia na redução, reutilização, reciclagem e regeneração de recursos e produtos, pode trazer vantagens competitivas e gerar maior lucratividade para os negócios. As convidadas para este painel foram Luciana Galeão, gestora e designer de moda; Rosema Maluf, empresária e vice-presidente da Associação Comercial da Bahia; e Isabela Suarez, advogada, empresária e presidente da Fundação Baía Viva, com mediação de Márcia Suede, coordenadora do comitê de sustentabilidade do Sebrae Bahia.

Isabela Suarez relatou o histórico de atuação da Fundação Baía Viva e reforçou que faz parte da economia circular dispensar um olhar mais apurado sobre coisas que podem ser reaproveitadas. “Isso sempre foi uma preocupação e é um trabalho que se conecta muito com todas as atividades desempenhadas pela Fundação Baía Viva. Então, não é só infraestrutura; é como você vai usufruir, como você vai viver e garantir que as futuras gerações desfrutem daquilo ali. Desde então, uma série de trabalhos nesse sentido vêm sendo desenvolvidos, não só com itens de decoração”.

Rosema Maluf abordou a influência da cultura patriarcal na economia linear e a transição para a economia circular, destacando a importância do protagonismo feminino. “Nós somos influenciadas por uma cultura patriarcal e machista, que é justamente essa economia linear. E por que eu falo que é uma mudança de cultura? Porque a economia circular é feminina. E quem está dizendo que a economia circular é feminina não sou eu. Eu busquei me aprofundar um no tema e fui descobrir por quê”, afirmou Rosema, destacando que existem três pilares sobre a importância do protagonismo feminino na economia circular.

De acordo com ela, são: Educação: “90% dos educadores são mulheres na primeira infância. Mais de 60% dos educadores no ensino médio, os líderes de família tradicionalmente responsáveis pela educação, somos nós, mulheres”; OSCIP – Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público: “70% das lideranças das OSCIPs estão nas mãos de mulheres. Nós somos as grandes protagonistas dos movimentos sociais no Brasil”; e Empresas de Reciclagem: “72% das empresas de reciclagem também estão nas mãos de mulheres”.

A Luciana Galeão falou da sua atuação na economia circular e sua trajetória de 24 anos nesse campo, ressaltando que a relação com os resíduos sempre fez parte de sua jornada profissional. “Essa relação com os fragmentos, com os resíduos sempre fez parte da minha trajetória. Então, para mim, desde o começo, quando eu jogava resíduo fora e ele me fez perceber que ele seria a grande inovação do meu trabalho. Eu parei, desenvolvi uma técnica, e estudei para fazer com que ele voltasse para mim para ser utilizado”, relembrou.

Seguindo a programação, o advogado Tiago Basto, especialista em Direito administrativo, cultural, entretenimento, empresarial, autoral e inovação e startups, apresentou o tema “Primeiros passos e aspectos jurídicos para empreender”. Ele abordou os aspectos fundamentais para iniciar um negócio com maior assertividade e formalizá-lo, além de destacar os elementos jurídicos essenciais para empreender.

Encerrando o evento, aconteceu o bate-papo “Inventivos Talks: como conseguir investimento para a sua empresa”. Esta sessão reuniu investidores de destaque e fundadores de startups bem-sucedidas, que compartilharam insights valiosos, estratégias comprovadas e conselhos práticos sobre como garantir financiamento para impulsionar o crescimento de uma startup.