Nesta quinta-feira (17), o Sebrae realizou a oficina Mapeamento Tecnológico de Patentes, com o objetivo de guiar os participantes em seus primeiros passos para a viabilidade do depósito de uma ideia tecnológica inovadora. A capacitação aconteceu na Agência Sebrae Costa Azul, e teve a condução de Gabriela Cerqueira, doutora em Química, professora efetiva e gestora do Núcleo de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia (NPITT) da Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB).
A oficina foi dividida em dois momentos. No primeiro, os participantes tiveram a introdução sobre o que é e como funciona o mapeamento tecnológico de patentes, além da apresentação da plataforma de busca e as ferramentas associadas. No segundo momento, a oficina aconteceu na prática e os participantes aprenderam como realizar um mapeamento para geração de gráficos, avaliação da maturidade e identificação de possíveis GAP’s tecnológicos.
“Um mapeamento tecnológico auxilia o inventor-desenvolvedor no estado da arte da tecnologia. Ele pode verificar como está essa tecnologia no Brasil e no mundo para saber se ainda é possível patentear essa invenção ou se ainda tem algum campo que possa investir. No momento em que eu começo a desenvolver uma ideia, eu vou estar investindo tempo e capital. Então, o ideal é fazer esse mapeamento para saber se ainda é passível de desenvolvimento, ou seja, se está saturado o mercado ou não”, enfatiza a palestrante.
Gabriela explicou ainda que a importância do registro da patente está na segurança, sobretudo jurídico financeira, para o desenvolvedor de uma ideia e para a empresa pois, futuramente, essa ideia pode ser um bem tangível para negociar, licenciar a tecnologia para uma empresa maior, opção para aqueles que não têm condição de executar algum procedimento ou o processo total.
A oficina que foi destinada a pequenos empresários e para quem deseja trabalhar com busca e registro de patentes também atraiu Jaqueline Vieira, coordenadora do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) do Instituto Federal Baiano (IFBaiano). Jaqueline também é mestranda em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia, e considerou a oficina como um momento propício para aprofundar o conhecimento e a prática no mapeamento de tecnologia.
“Essa oficina é importantíssima, é a base para dar suporte aos pesquisadores da minha instituição [IFBaiano] para que eles venham desenvolver um produto ou um serviço que vá proporcionar uma inovação. Nossas unidades são no interior da Bahia e todos os nossos cursos são para capacitar na área do setor produtivo. Então, muitos saem com a possibilidade de criar o próprio negócio, tanto os alunos de nível médio quanto de graduação. Nós também atuamos com assessoria e consultoria para pequenos produtores e pequenos negócios onde atuamos”, conta.
Após a oficina, os participantes já conseguem visualizar como está o nível tecnológico e de maturidade do que eles estão pesquisando ou desenvolvendo. Com a ferramenta que foi apresentada, eles conseguirão ter acesso à informação necessária para realizar um mapeamento de patente.
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