Na quarta-feira (6), o Sebrae promoveu no NordesteLAB o primeiro dia da rodada de negócios no Goethe Institut, em Salvador. Nesta 8º edição, 108 produtoras irão apresentar suas propostas a 26 players do mercado, reafirmando o objetivo da plataforma de fomento em estimular o desenvolvimento do setor audiovisual no Brasil, com foco no Nordeste, mas alcançando as regiões Norte e Centro-Oeste.
O coordenador geral do NordesteLAB, Gabriel Pires, espera bons resultados para as produtoras nas rodadas de negócios. “Espero que haja muitas conexões, os produtores consigam fazer bons negócios e os players aprovem o máximo possível de projeto e que possamos ser efetivos nessa ideia de fazer a produção audiovisual das regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte cheguem às pessoas”.
Enquanto parceiro do NordesteLAB, o Sebrae também comemora mais um ano de trabalho em conjunto e comemora os resultados iniciais, como explica a coordenadora de Projetos Especiais do Sebrae, Luciana Santana.
“Fizemos essa parceria muito convergente, com os trabalhos do Sebrae. Estamos muito satisfeitos, porque os resultados foram maravilhosos. Estamos com 26 compradores, uma dinâmica de mais de 200 projetos contemplados na primeira seleção. Os compradores perceberam qual era o desejo deles, diante da produção audiovisual baiana, nordestina, além do Norte e Centro-Oeste. Esse é o peso do trabalho dessa organização, do profissionalismo dessa cadeia do audiovisual”, explicou.
A primeira rodada de negócios ocorreu na biblioteca do Goethe Institut, onde os players estavam reunidos realizando o atendimento individual aos proponentes.
A representante da Globo Filmes, Carolina Rapp, falou sobre a relevância NordestLAB para fomentar e incentivar o mercado audiovisual, além da conexão entre os participantes. “É um momento para networking, para fazer circular projetos, arejar, refrescar e amadurecer as ideias. Uma ferramenta fundamental para formar profissionais e consolidar pontes tão necessárias para a consolidação da indústria audiovisual”.
Carolina ainda revela quais serão os próximos passos em relação as propostas apresentadas pelas produtoras. “A Globo Filmes inicia a avaliação dos projetos pela leitura do roteiro. Então, a ideia é, a partir dos encontros e dos inputs gerados pelos encontros, receber e avaliar os projetos, considerando o pipeline de projetos que estamos construindo”, explicou.
A representante do Canal Futura, Ludmila Mannerat, também avaliou a relevância do NordesteLAB para colocar players próximos a pequenas produtoras. “É o lugar onde a gente encontra produtores daqui da região com mais facilidade. Então é um espaço que a conseguimos ter contato com pequenos e médios produtores e não só ficar trabalhando com as grandes produtoras já estabelecidas no mercado”, ressaltou.
Já o representante da Ashé Venture, André Motta, tem altas expectativas com as propostas que vai avaliar. “Vou ver pelo menos 18 projetos e estou com expectativas altíssimas para descobrir novos talentos, novas histórias e novas narrativas, para, assim, poder ajudar a trazer isso para o mundo”.
Junto com a atriz norte-americana Viola Davis, Motta lançou a empresa Ashé Venture, em Salvador. Segundo o produtor, esse é um dos motivos que o motiva a participar das rodadas de negócios. “Precisamos entender qual o pulso das histórias do Nordeste e é nossa obrigação estar aqui”, concluiu.
Produções baianas
Nesta edição do NordesteLAB, muitas produtoras baianas estiveram presentes nas rodadas de negócios, como a Griot Filmes, Mantra, Tem Dendê, Cine Arts. A produtora Maiara Liberato, da produtora Cabeça de Homem Produções, opina acerca da oportunidade trazida pela iniciativa para produtoras locais.
“É uma grande oportunidade trazer para Salvador, para a Bahia e o Nordeste grandes players que, geralmente, atuam no eixo Rio-São Paulo, e que a maioria de nós não tem e não teria acesso. E a oportunidade vai para ambos os lados, uma vez que temos aqui projetos interessantes, construídos, bem estruturados e merecem ganhar vida e atingir milhares de brasileiros que podem se sentir maior representados”, afirma.
A quantidade de proposta qualificadas levou a representante do Hospital de Projetos Animados Lanterna Mágica, Camila Rocha, a desejar, se tivesse tempo, conversar com todos os proponentes. “Recebi muitas inscrições. E foi até difícil, porque, se eu tivesse tempo, com certeza eu conversaria com todos os projetos. Eu estou com expectativa muito alta para essas rodadas de negócio porque são muitos projetos de qualidade e muito desenvolvidos”, afirmou.
Para a representante da TV Kirimure, Dina Lopes, estar junto de muitos projetos com linguagens diferenciadas e empresas de diferentes tamanhos é transformador. “O NordesteLAB é importante para o sistema produtivo do audiovisual. Para TV Kirimure, primeiro canal da cidadania, poder estar nessas rodadas de negócio, junto de grandes empresas, é bastante inovador. A iniciativa consegue juntar todo mundo e assim podemos também conversar com as produtoras”, concluiu.

