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Planejamento de atividades do Polo Sebrae Onshore é debatido em encontro

Coordenadores se reuniram para discutir e compartilhar experiências, com foco nas ações que serão realizadas em 2024
Por Rosana Silva
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Nesta terça-feira (20), na agência Sebrae Costa Azul, foi realizado o planejamento das atividades do Polo Sebrae Onshore e o alinhamento com as iniciativas de atendimento dos estados integrantes para o ano de 2024. Estiveram presentes representantes da coordenação dos Polos de Referência – interface com óleo e Gás Onshore –, do Sebrae Nacional, e os gestores estaduais.

Na abertura, o superintendente do Sebrae Bahia, Jorge Khoury, deu as boas-vindas aos participantes e destacou a relevância do encontro. “Vivemos um momento de transições e isso se relaciona com as ações do nosso polo. Precisamos ter uma visão de futuro sobre o que pode ser ajustado, dentro das inovações, podendo transformar-se, mais à frente, numa questão mais concreta”, ressaltou.

O diretor de Administração e Finanças do Sebrae Bahia, Vitor Lopes, também falou sobre a importância da reunião. “Essa é uma construção, um trabalho nosso, estamos crescendo, mas com a contribuição de cada estado. E importante a realização desses eventos para a alinhar as trocas de experiências”.

A gerente da Unidade de Ambiente de Negócios, Cecília Miranda, destacou o caráter coletivo do trabalho. “O Polo só é o que é porque fazemos um trabalho coletivo. A ideia é compartilhar o que sabemos com os outros estados, que é um trabalho desafiador, porque temos diretores diferentes, estratégias que aparentam ser diferentes, mas acabam sendo muito mais parecidas quando a gente senta para conversar”, pontuou.

“Aqui temos o planejamento – Sebrae Polo Onshore –, no qual todos os estados que seguem estão presentes. Temos um direcionamento, dos nossos principais eixos de atuação, fizemos um trabalho prévio e trouxemos uma linha de diretrizes para os estados e que se desdobrem nos seus projetos de atendimento”, explica a gestora estadual do Sebrae Energia, e do Polo de Referência de Óleo e Gás Onshore, Aline Lobo.

“Temos um calendário de eventos, atividades de portfólio de soluções do que se pode customizar e desenvolver atendimento. Então, o evento tem esse grande objetivo de nivelar informação, inteligência e conhecimento do grupo, e qualificar esse grupo para atuar e atender as empresas que atuam nesse mercado”, acrescentou Aline.

Entregas

Maria Consuelo Mello, coordenadora de Polos do Sebrae Nacional, apresentou ações e resultados realizados em 2023. Entre as entregas apresentadas, a razão de ser do polo foi destacada pela coordenadora.
“Em relação à razão de ser do polo vinculada à difusão de conhecimento, gerando oportunidade de encontro com operadoras, integradoras, turismo de experiência, ecoturismo, por meio do atendimento Sebrae UF, ou que lidera o Polo ou atuando na governança, foram gerados R$726 milhões em rodadas de negócio, ou seja, mostramos a razão de ser”, disse.

Há também um trabalho sendo realizado para a organização do portfólio, como explica a coordenadora. “É de grande relevância para o polo ter um portfólio e a nossa unidade – uma rede de soluções – está organizando o nacional. Então, estamos qualificando o portfólio de gestão empresarial”, destacou.

A produção de conhecimento também teve destaque, como explica a coordenadora. “No que diz respeito à produção do conhecimento, foram publicados 193 estudos e pesquisas, que mostram a inteligência setorial”. Com 13 missões realizadas, Maria Consuelo explicou o objetivo dessa iniciativa. “Nós queremos que o polo seja um observatório de tendências, para assim tratar das tendências e transformá-las em soluções para serem entregues ao sistema Sebrae”, explicou.

O gestor Nacional de Energia, Carlinho de Souza, fez uma fala breve acerca da potencialização do desenvolvimento dos territórios a partir das atividades do setor. “Quando falamos de Onshore, falamos de desenvolvimento territorial. Uma das perspectivas para este ano é potencializar e disseminar a estratégia de alinhamento entre óleo e gás Onshore e desenvolvimento territorial. Essa estratégia funciona muito bem na Bahia, por que não disseminar em outros estados?”, questionou.

O evento também levou o diretor-presidente da Bahiagás, Luiz Gavazza, para uma discussão sobre setor. Gavazza fez alguns apontamentos sobre o cenário atual no que se refere a transição energética. O presidente explicou a importância do gás neste contexto.

“A transição energética não começou ontem ou agora. Desde que o gás natural substitua o petróleo ou outro combustível por serem mais poluentes, você está fazendo a transição energética, porque estamos focados na redução da emissão do carbono”, disse.

Outro ponto destacado por Gavazza foi a necessidade de a transição ser realizada apenas considerando outras energias. “Os combustíveis renováveis têm um processo muito mais complicado de serem inseridos na matriz energética, porque é sazonal e, conforme o lugar, isso causa problemas sérios na sustentabilidade econômica. Você tem que ter o energético, mas tem que ter um energético em condição e envolvendo o suficiente para o abastecimento. Assim, para as energias sustentáveis, é preciso ter um papel de equalizador, estabilizador do mercado”.

Para o presidente da Bahiagás, a relação com o Sebrae trouxe benefícios que se estendem ao apoio às micro e pequenas empresas. “As contribuições que a gente percebeu e podem ser catalisadas pelo Sebrae foram enormes. A gente viu a assessoria que podemos desenvolver e, muito do que estamos fazendo, já corrobora com os interesses do Sebrae nesse foco principal de apoiar os pequenos negócios”.