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Chances de exploração na Margem Equatorial, no Amapá, foi tema do 1° Café com Energia de 2026

Evento levou empresa da área serviços industriais e equipamentos que abordou a importância da rede de fornecedores
Por Rosana Silva para ML Comunicação
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O CEO Mauro Abram, da empresa Drones Solution, iniciou o ano obtendo novas informações sobre o que há de mais atual e estratégico no setor de Petróleo e Gás, no 1° Café com Energia de 2026, realizado pelo Sebrae, que ocorreu na manhã de quinta-feira (6), na agência da instituição no bairro do Costa Azul, em Salvador.

“A movimentação que o Sebrae faz, no Café com Energia, é muito rica, porque acabamos tendo contato com demandas que estão longe da gente. Vimos que há um vetor de desenvolvimento no Amapá, que era completamente desconhecido para mim, mas pode abrir uma vertente estratégica da nossa empresa no futuro. Assim, ficaremos de olho nessa movimentação”, explicou.

A ampliação do olhar do empresário para as oportunidades de exploração no Amapá se deu a partir da apresentação do diretor de Atração e Investimento da Agência Amapá, Antônio Batista, convidado pelo Sebrae. Ele falou sobre a Margem Equatorial, uma extensa área marítima que se estende por mais de 2.200 km ao longo da Costa Norte – do Amapá ao Rio Grande do Norte. É considerada uma das fronteiras petrolíferas mais promissoras offshore, porque representa uma oportunidade de geração de empregos, renda e infraestrutura, o que contribui também para a segurança energética do Brasil.

“Dentro do contexto mundial, como fica o Brasil? Quem vai ditar as regras no mercado global de energia nos próximos 100 anos? Os Estados Unidos. E quem não tiver petróleo, vai precisar deste país. O Brasil consome 1 bilhão de barris por ano e produz 1 bilhão de barris por ano. Isso significa que nossa reserva em 12 anos se esgota. No cenário de óleo e gás, esse tempo é curtíssimo. Então, a ordem no Amapá é pisar no acelerador. Vamos para Margem Equatorial, vamos descobrir e vender, porque antes tínhamos estabilidade e agora não”, pontuou Antônio.

O diretor apontou que o país está de costas para a Margem Equatorial, à exceção do Rio de Janeiro. Por isso, fez um chamado aos empresários presentes. “Com toda sinceridade, estamos de braços abertos, porque o estado sozinho não tem condições de atender todos os desafios apresentados, assim, estamos à disposição”, complementou.

Já o gerente regional de Operações e Novos Negócios da Engeman, Edson de Paiva, também apresentou aos empresários presentes oportunidades e demandas trazidas pela empresa ao assumir as Fábricas de Fertilizantes (FAFEN), da Petrobras, na Bahia.
A Engeman atua há cerca de 50 anos nas frentes relacionadas a serviços industriais, equipamentos e importação de alta tecnologia. Ela atua nos segmentos de siderurgia e metalúrgica, mineração, papel e celulose, óleo e gás, química, petroquímica e fertilizantes, estaleiros, terminais portuários, energia, entre outros.

À frente da FAFEN, Edson explica que a partir do gás natural, a amônia é produzida e convertida em ureia. “Hoje, o Brasil deixou de importar mais de 90% com essas duas unidades entrando em operação, colocando-se 1 milhão de toneladas de ureia, fazendo diferença na segurança, com fornecimento local. É um mercado essencial para o Brasil ter segurança no agronegócio em relação aos fertilizantes. Neste momento geopolítico, a falta de fertilizantes ou o preço alto são as maiores preocupações, que mexem com todo o mercado”, ressaltou.

Segundo Edson, o desafio é a operação das plantas, manter a qualidade, a segurança e a qualificação da operação. “Precisamos olhar para os próximos anos e garantir a sustentabilidade, o que passa por uma rede de fornecedores com confiabilidade e competitividade”.

O gerente comercial da Engeman, André Rocha, explicou que as contratações e aquisições da empresa passam pelo cuidado com as pessoas, atenção e dedicação ao cliente e a sustentabilidade do negócio. “Quando olhamos para o mercado e vamos em busca dos parceiros estratégicos, nossa prospecção e desenvolvimento precisam estar alinhados com esses pilares”, explicou.

A coordenadora do Sebrae Energia, Aline Lobo, que é líder do Líder do Polo de Referência de Óleo e Gás Onshore do Sebrae, finalizou o Café com Energia explicando que o objetivo do projeto de atendimento empresarial de Petróleo e Gás é inserir no mercado, de forma competitiva, estruturada e sustentável, os pequenos negócios baianos, potenciais fornecedores da cadeia produtiva de petróleo e gás. “Estamos fazendo um trabalho forte de atualização do nosso portfólio, com uma série de novas soluções e consultorias, na área de compliance, sustentabilidade, governança corporativa, que atualmente são novos itens exigidos na cadeia de fornecimento”, disse.