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Segurança jurídica, reforma tributária e defesa do contribuinte são debatidos no Encontro do Associativismo na Bahia

Talk Show contou com a participação do diretor Técnico do Sebrae Bahia, André Gustavo Barbosa
Por Rosana Silva para ML Comunicação
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O papel das entidades empresariais diante das transformações econômicas, sociais e institucionais esteve entre os temas abordados pelo diretor Técnico do Sebrae Bahia, André Gustavo Barbosa, durante o Talk Show “Ambiente de Negócios e Segurança Jurídica”, realizado na manhã desta sexta-feira (25), no Quality Hotel, em Salvador. A atividade integrou a programação do segundo dia do Encontro do Associativismo na Bahia: conectando territórios, fortalecendo negócios, realizado pelo Sebrae Bahia com apoio da Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Bahia (FACEB).

Durante sua participação, Barbosa fez uma leitura do contexto atual e refletiu sobre a atuação das associações diante de um cenário marcado por mudanças e novas configurações nas relações de poder. “Vivemos em um mundo muito mais complexo e caótico, porém todo o processo de caos convive com novas possibilidades. Sentimos a sensação de impotência, mas aí surgem as oportunidades, por isso, precisamos ser estratégicos nesse momento que o mundo pede uma nova ordem, pede uma nova configuração de poder”, disse.

Segundo o diretor Técnico do Sebrae, esse contexto também amplia o espaço para a atuação dos chamados grupos de pressão, formados por indivíduos e coletivos que compartilham interesses e buscam expressar suas demandas junto ao poder público. “Esse conceito é uma figura das sociedades democráticas e precisa existir grupos de pressão, o que é legítimo”.

Nesse sentido, André destacou a importância de entidades como associações comerciais, Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDLs) e sindicatos patronais na construção de uma relação mais próxima entre o setor produtivo e a sociedade. “As associações comerciais, os CDLs, os sindicatos patronais, entre outras, podem, por exemplo, ocupar o vácuo de credibilidade, porque hoje a gente vive um vácuo de credibilidade. As instituições que têm 90% 80% de aprovação no país, estão com 40% de confiança, 30% de confiança. Os empresários precisam ocupar esses espaços e mostrar que pensam no futuro do país, nos jovens, no desenvolvimento, na sustentabilidade, em um futuro diferente”, ressaltou.

O Talk Show “Ambiente de Negócios e Segurança Jurídica” também contou com a participação do coordenador do Observatório Social de Santo Antônio de Jesus, Augusto Sena Gomes Neto; do PHD em Business Administration, Arnaldo Marques de Oliveira Neto; e do advogado tributarista, Ângelo Mário Araújo Pitombo, com mediação do presidente da Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Bahia (FACEB), Paulo Cavalcanti. Os participantes discutiram temas como segurança jurídica, defesa do contribuinte, reforma tributária e melhoria do ambiente de negócios.

Augusto Sena Gomes Neto apresentou os eixos de atuação do Observatório Social de Santo Antônio de Jesus e disponibilizou orientação para as associações interessadas em criar esse instrumento de política pública. Arnaldo Marques de Oliveira Neto abordou os impactos dos tributos CBS e IBS sobre as associações. Já Ângelo Mário Araújo Pitombo tratou, entre outros assuntos, dos benefícios da criação do Conselho Municipal de Defesa do Contribuinte.

Painel “Associativismo Baiano em Movimento – Cenários e Tendências”

Ainda durante a manhã, o encontro reuniu lideranças empresariais para discutir os desafios do setor e as perspectivas para o associativismo. Três membros do Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae Bahia estavam presentes: o vice-presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Estado da Bahia (FCDL), Antoine Tawil; o presidente da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), Carlos Henrique Passos; e o presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado da Bahia(FACEB), Paulo Cavalcanti. Também participou do painel o superintendente do Senar Bahia, Franklin Santos. A mediação foi da jornalista Fernanda Dourado.

Carlos Henrique Passos analisou o cenário político atual do Brasil, os desafios do empresariado e destacou o conhecimento como ferramenta para lidar com o contexto. “Temos grandes ameaças, mas como vencê-las? Existem várias maneiras, mas, a principal e a mais importante é a consciência e o conhecimento, porque através do conhecimento temos a oportunidade de fazer as melhores escolhas. Nós temos capacidade de transformar o Brasil num país melhor, exercendo o nosso papel sem criar polaridades”.

Paulo Cavalcanti falou sobre a aproximação entre as associações e o poder público e os benefícios dessa iniciativa. “Temos aqui cerca de 53 associações comerciais do estado. Com esse dever de contribuir, por meio da democracia participativa, nós nos aproximamos das instituições públicas de forma produtiva, amorosa”.

Já Antoine Tawil tratou dos desafios relacionados ao uso produtivo da inteligência artificial pelas empresas. “Temos que tornar a inteligência artificial mais acessível, porque ela está muito distante dos pequenos negócios. É necessário colocá-la a serviço das nossas empresas e fazer dela um uma ferramenta para nos ajudar no dia a dia dos nossos trabalhos”, disse.

O encontro reforça a importância do associativismo como instrumento de fortalecimento empresarial e desenvolvimento dos territórios, especialmente diante das mudanças econômicas, dos avanços tecnológicos, das novas demandas do mercado e dos desafios para a competitividade. A programação também buscou ampliar o debate e a troca de experiências entre representantes de associações e entidades empresariais.

Como participante do evento, a diretora da Associação Comercial, Industrial de Jacobina, Joanita da Luz, destacou os assuntos que mais chamaram sua atenção. “Sou uma ativista do associativismo. Ouvi aqui discussões de muita relevância sobre a reforma tributária, assuntos relacionados ao associativismo de modo a fortalecer a classe comercial da nossa região e criar ações para que possamos promover melhorias para nossos associados. Passamos por mudanças econômicas e fiscais, com um grande impacto que vem da reforma tributária, e precisamos estar preparados, enquanto representante da associação comercial”, destacou.

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