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Palestra ensina a valorizar originalidade para fortalecer a marca

Tornando a história da origem do negócio seu ativo econômico, a comunicadora Cris Bartis, criadora do Mamilos Podcast, inspirou a plateia a pensar em consistência e originalidade
Por Bia Ribas para ML Comunicação
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Consistência e originalidade foram as palavras de ordem da palestra “Toda marca tem uma história. A sua já está sendo contada?”, da comunicadora Cris Bartis, criadora e apresentadora do Mamilos Podcast, com 12 anos de atuação no mercado da comunicação brasileira e precursor desse modelo de consumo de informações no Brasil. A palestra integrou o primeiro dia da segunda edição do evento Mulher + Comércio – Conexões Femininas nos Negócios, promovido pelo Sebrae Bahia e pelo Sistema Comércio Bahia, nesta quarta-feira (28), no Teatro Sesc Casa do Comércio, em Salvador.

Ao partir da premissa de que a história do negócio é um ativo econômico, ou seja, é aquilo que vai valorizar e gerar renda, agregar valor e gerar benefícios econômicos para as empreendedoras, Cris Bartis ensinou a identificar, construir e verificar como a história da origem do negócio pode tornar-se aquilo que vai atrair e manter seus clientes. “Quem compra significado volta, indica, aceita pagar mais e fica na crise”, afirmou.

A palestrante estimulou um público majoritariamente feminino, com 296 pessoas da plateia, a pensar seus negócios de uma perspectiva diferente. “É muito importante olhar para essa história meio por fora, olhar de cima ou olhar para sua própria trajetória empreendedora e perguntar o que tem aqui que sou eu?”, destacou.

O que faz um cliente comprar do seu negócio e não da concorrência, o que tem na sua história que ninguém consegue copiar, o que tem de você no seu negócio foram perguntas que Cris fez para orientar a construção da história de cada negócio, com base na origem, na originalidade e no uso de valores e princípios.

A comunicadora traçou quatro elementos para encontrar o que cada negócio tem que nenhum outro tem: o primeiro é a origem, o motivo verdadeiro pelo qual ele foi criado de modo que a empreendedora se veja e se reconheça nesse lugar na origem do negócio; o segundo elemento são as escolhas, enfatizando que o que se recusa diz mais sobre o negócio do que aquilo que é declarado, e isso ajuda a construir credibilidade; o terceiro são os valores em uso, de modo que o cliente possa ver na prática quem é você e sua marca, “o cliente vai descobrir quem você é de verdade quando você errar e o que você faz depois disso”, ressaltou.

E por fim, o quarto elemento é a tensão, ou seja, a dificuldade contada como prova de capacidade e não a superação como prova de sofrimento. “Narrativa de superação soa igual em qualquer lugar e te coloca no lugar de quem sofre. Conte a sua dificuldade como prova de capacidade, como desafio que mostra do que o seu negócio é capaz. Faça essa pergunta: o meu negócio existe por que?”, enfatizou.

Cris Bartis ensinou três testes para verificar se a narrativa, com base na construção das motivação de um negócio existir, deu certo. As maneiras de verificar partem de três perguntas: É verdade? É específico? É útil? Em seguida, a palestrante pediu que as empreendedoras na plateia escrevessem uma frase que mostrasse o que é cada negócio e por que ele é importante. Após ouvir as frases de uma empreendedora do ramo de papelaria, outra que faz produtos de resina e outra que trabalha com desenvolvimento de pessoas, Cris parabenizou-as pelas frases e propôs outro exercício de pensamento. “Agora pense onde você vai colocar essa frase para ela ganhar perna e andar dentro do seu negócio, para ela se transformar em cultura do seu negócio, em qual canal de comunicação com seu cliente você vai usar essa frase”, questionou.

A proposta final da palestrante foi que, em casa, cada pessoa na plateia escrevesse a frase, fizesse uma lista do que já recusou no negócio, para ajudar a construir a frase, verificasse se a frase passou pelos três testes, escolhesse um canal de comunicação do negócio e colocasse a frase para rodar, mantendo esses ajustes por 3 meses para ver que resultados foram alcançados.

“Nesse tempo embaralhado que estamos vivendo, tudo é pra ontem, mas gestar uma marca leva tempo. Criar marca é consistência ao longo do tempo, mesmo com a percepção do tempo embaralhado. Cumprir o sistema ético da coisa demora, leva tempo. Tem gente que confunde inovação com inconsistência. Consistência é manter quem você é, valorizando sua origem ao longo do tempo”, afirmou. E finalizou fazendo um chamamento para a ação: “Contem com o Sebrae, vocês não estão sozinhas, comentem com o pessoal o que vocês fizeram para fortalecer sua marca, ninguém precisa estar sozinho, formem sua comunidade! Vida de empreendedor é difícil demais para estar sozinho”, destacou no fechamento da palestra, sob aplausos.