O 2º Café com Energia de 2024, uma tradição do projeto Sebrae Energia, aconteceu nesta quinta-feira (21), na Agência Sebrae Costa Azul. Os encontros mensais servem para abordar temáticas do segmento de Óleo e Gás e nesta edição a empresa LAGGE Engenharia e Montagem, foi a convidada para falar sobre a sua atuação, além do debate do tema “ESG: Expectativas e realidade no setor de óleo e gás”.
Na abertura, o analista técnico da Unidade de Ambiente de Negócios do Sebrae Bahia (UAN), Fellipe Almeida, deu as boas-vindas aos presentes e apresentou a agenda do dia. Na sequência, o consultor Eduardo Aragon fez uma breve apresentação do cenário do setor de óleo e gás no Brasil e na Bahia, e dentre os assuntos abordados, esteve a apresentação das realizações e demandas das principais operadoras.
A apresentação da empresa Lagge Engenharia e Montagem, antiga Mazza Engenharia, foi realizada pelo assessor comercial, Eraldo Pita, e pelo gerente de engenharia e suprimento, Marcos Cavalcanti, que expuseram os principais projetos/investimentos, oportunidades de demanda de bens e serviços e seus requisitos de contratação.
“Hoje, em especial, os nossos principais contratos estão aqui na Bahia. Somos uma empresa fortemente focada aqui na região da Bahia, Pólo Petroquímico, e na região da Petrobras e entorno de Salvador. Nós temos o maior interesse de ficar mais próximo possível aqui do nosso centro de decisão. A gente tem oportunidade de ir para fora, mas sempre de maneira muito planejada e objetiva”, enfatizou Cavalcanti.
Entre as contratações de bens e serviços realizados pela Lagge, estão os serviços subcontratados para: transporte de pessoal; alimentação; lavagem de uniformes e EPIs; segurança patrimonial; locação/montagem de andaimes; locação de ferramentas industriais; locação de veículos; movimentação de cargas; inspeção; jateamento e pintura; fabricação de estruturas metálicas; e tratamento e descarte de resíduos.
No entanto, os profissionais também apresentaram alertas importantes de normas a serem seguidas pelas empresas contratadas, que são: destaque para os processos de compliance internos; sigilo das informações; alta formalidade na contratação de pessoal; forte atuação de SMS; e forte exigência de qualidade – inspeção e relatórios.
O consultor Augusto Cruz, trouxe uma abordagem sobre como o ESG tem se consolidado como uma agenda impositiva às corporações e como esse posicionamento impacta nos pequenos negócios, principalmente, nos fornecedores de empresas de Óleo e Gás.
De acordo com Cruz, as principais demandas em ESG são: projeto de lei dos combustíveis verdes; Relatório de sustentabilidade; Inventário de emissões de GEE; Diretos Humanos; Biodiversidade; indicadores de impacto; e Combate ao greenwashing.
Dentre os Impacto na cadeia de valor de Óleo e Gás, segundo o consultor, destacam-se os seguintes pontos: Mapeamento de cadeia de valor: inventário de emissões, gestão de resíduos e logística reversa, pessoas; Evidência de treinamentos e ações relacionadas a: combate ao assédio, diversidade e inclusão (Lei 14.457/2022); direitos humanos e saúde física e mental; Due diligences: mais rigorosas. Desafio: equilibrar compras inclusivas com compliance ESG; e Transição energética.

