Retornando com as agendas de capacitação e ações voltadas para o agronegócio no Extremo Sul baiano, o Sebrae promoveu, nesta quarta-feira (21), em Medeiros Neto, uma Oficina de Planejamento que contou com a participação de parceiros como Faeb/Senar, Sindicatos de Produtores Rurais, Sicoob, Consórcio Construir, e lideranças do setor.
Na oportunidade, entre parceiros e produtores, aconteceu também o lançamento da programação do Projeto de Leite e Derivados, e do Projeto de Desenvolvimento de Queijarias para o ano de 2024, momento importante para o crescimento e fortalecimento da produção de queijos artesanais representando a potencialidade da região.
A analista técnica da Coordenação de Agronegócios do Sebrae Bahia, Juliana Antunes, prestigiou o encontro e aproveitou a oportunidade para entregar, junto aos demais parceiros, o certificado do Prêmio do Concurso de Queijos do XVII ENEL – Encontro Nordestino do Setor de Leite e Derivados, sediado em Campina Grande no último ano.
O Extremo Sul é a maior bacia leiteira do estado e, através do Sebrae, desde 2015 vem desenvolvendo essa cadeia produtiva, levando ações relacionadas à gestão dos empreendimentos, manejo nutricional e reprodutivo, melhoramento genético dos rebanhos, beneficiamento do produto, e agregação de valor através de cursos de produção de queijos artesanais.
A atuação se estende ainda para o desenvolvimento de novos rótulos e embalagens, na viabilização de missões técnicas e feiras para que os produtores possam vivenciar a realidade de outros estados com reconhecimento dos produtos a nível nacional, fazer networking com outros produtores, participação em concursos, inclusive com a conquista de muitas medalhas, possibilitando a atuação nos eixos de inovação e tecnologia, através do melhoramento genético dos rebanhos.
Trata-se de um projeto completo, que envolve o segmento dos queijos artesanais que, inclusive, nos últimos três anos, tem se destacado por uma evolução muito grande e rápida na região. São produtores que, devido também às influências dos outros estados e do terroir local, produzem queijos de massa filada, mas sempre com características muito próprias, sendo as mais marcantes a criatividade e a identidade que cada um leva nos queijos que produz.
Ao visitar a região, Juliana Antunes se diz impressionada com a organização e potencial dos produtores e com a qualidade dos produtos que estão sendo produzidos no Extremo Sul. “Isso é fruto de ações que foram realizadas pelo Sebrae, integradas com os parceiros, e que trabalham todos os elos da cadeia produtiva”, acrescentou.
Segundo a analista, na oficina de planejamento foi possível integrar todos os atores dessa cadeia produtiva que vem se desenvolvendo de forma rápida e consistente, e ainda aplicar diagnósticos bem detalhados para conhecer todas as especificidades de cada um dos produtores e a produção dos queijos artesanais produzidos no Extremo Sul.
“Percebi também um engajamento muito grande dos produtores e uma vontade de conseguir criar uma identidade – considerando o terroir da região, para esse queijo que é único. Precisamos estudar melhor esses queijos, dar mais visibilidade para eles e, para isso, temos buscado novos parceiros, a exemplo das universidades, para que possamos fazer uma análise físico-química e microbiológica para entender mais sobre a produção desse queijo, comprovar as características únicas dessa produção do Extremo Sul e, assim, estabelecer uma identidade própria”, explicou Juliana.

