Ao todo, 21 municípios da região receberam seminário durante o ano de 2022 com o engenheiro agrônomo Paulo Suassuna
Conhecimento e tecnologia que geram ganho de produtividade e aumento da renda para empreendedoras e empreendedores do campo. Os 2914 produtores do Sudoeste baiano que participaram dos seminários “Tecnologia do Cultivo Intensivo da Palma Forrageira” tiveram acesso a esse conteúdo, ministrado pelo engenheiro agrônomo Paulo Suassuna durante o ano de 2022.
Fernando Suzart, analista técnico do Sebrae em Vitória da Conquista, destaca a importância dos números alcançados durante o ano e a geração de renda que isso representa. Foram quase 3 mil produtores atendidos, em 21 municípios da região.
“Conseguimos, em apenas um ano, alcançar 25% dos municípios da nossa regional. Isso faz com que os produtores rurais adquiram conhecimento e possam produzir mais. Um conhecimento que favorece a qualidade de vida desse produtor que passa a ganhar dinheiro com a palma. Tecnologia de extrema importância para a região semiárida atendida pelo Sebrae”, ressaltou o analista.
Suassuna começou a desenvolver a tecnologia em 1993, por causa das necessidades dos produtores de Pernambuco, estado onde ele nasceu. Foram 10 anos até que o sistema tecnológico fosse testado e tivesse eficácia comprovada. Desde a preparação da terra, limpeza do terreno, forma de plantar e acompanhamento da plantação, toda a tecnologia é pensada para melhorar a vida do pequeno produtor.
Segundo Suassuna, levar o conhecimento desse sistema de cultivo para os produtores do Sudoeste baiano significa mais alimento para o gado e aumento da renda, já que no sistema tecnológico é possível colher palma em cerca de 10 meses em comparação com cinco anos no sistema tradicional.
“O objetivo é produzirmos mais em menos tempo. Com esse modelo tecnológico de produção implantado, é possível colher palma todos os anos. As produtividades se superam de 10 a 12 vezes quando comparado com o sistema tradicional de cultivo. Além da fonte de energia, a palma tem 90% de água. Em uma região que é muito seca ,isso é muito importante”, destacou o engenheiro agrônomo.
George Glass foi um dos produtores rurais que participaram da capacitação. Ele está começando a aderir ao uso da palma em sua propriedade. Para ele, a alternativa traz mais segurança. “Hoje quem tem uma pequena propriedade e até mesmo a grande, precisa introduzir o cultivo de palma, pois estamos falando em segurança como reserva estratégica”, concluiu o produtor.

