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Sebrae e Governo da Bahia realizam segundo dia de oficina para construção das políticas públicas para pequenos negócios

Durante evento foram compartilhados desafios e propostas discutidas nos grupos de trabalho
Por Rosana Silva
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Na quinta-feira (21), representantes do Sebrae e do Governo da Bahia se reuniram para o segundo dia de “Oficina para Construção da Política Pública Estadual para as Micro e Pequenas Empresas”, no auditório do Sebrae Bahia, no bairro do Costa Azul. O objetivo principal foi apresentar diretrizes e políticas estratégicas para serem ofertadas pelo governo aos pequenos negócios, e novos projetos em parceria com o Sebrae.

Estiveram presentes representantes do Sebrae Bahia, Sebrae Nacional, da Casa Civil estadual, das secretarias Desenvolvimento Rural (SDR), Renda e Esporte (SETRE), Tecnologia e Inovação (SECTI), Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (SEAGRI), Trabalho, Emprego, Desenvolvimento Econômico (SDE), Ciência, e Agência de Fomento do Estado da Bahia S/A (Desenbahia), da Fazenda (SEFAZ), do Planejamento (SEPLAN).

Para dar início a abertura do evento, o superintendente do Sebrae Bahia, Jorge Koury, colocou a relevância da iniciativa, que poderia também servir como modelo para criação de políticas públicas para as micro e pequenas empresas. “Acredito que possamos ter, neste tipo de entendimento, um modelo a nível nacional. Amanhã, outros estados poderão usar nosso mote e avançar”. O superintendente também ressaltou que a parceria com o poder público permite a ampliação das possibilidades de trabalho. “Quando fazemos uma ação junto com o poder público, seja municipal ou estadual, fazemos muito mais, temos mais possibilidades”.

Já o secretário do Trabalho, Desenvolvimento, Emprego, Renda e Esporte, Davidson Magalhães, parabenizou a equipe do Sebrae Bahia, do Sebrae Nacional e do governo pela iniciativa. “O grande esforço nosso é dar um salto de qualidade na articulação Sebrae/Governo do Estado. Podem e devem surgir deste encontro: uma ação nova, integrada para vencer o desafio nosso que é uma nova matriz de desenvolvimento econômico. E o Sebrae pode nos ajudar nesta construção”, pontuou.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ângelo Almeida, exaltou o desenvolvimento das ações no evento. “Estamos celebrando um momento histórico, que é uma convergência de relações institucionais em prol da atividade econômica do estado da Bahia, do seu desenvolvimento de forma democrática e construtiva’, pontuou.

Durante o evento, os grupos apresentaram uma síntese dos trabalhos discutidos do primeiro dia de oficina, que ocorreu na quarta-feira (20), com propostas de diretrizes, políticas prioritárias e novos projetos, além de indicarem variáveis da síntese que servirão como base para formação para política focada no estímulo e fomento às MPEs.

Inovação

Da mesa setorial de Inovação, o coordenador de Negócios Inovadores do Sebrae Bahia, Tauan Reis, e o coordenador do Ecossistema de Startup, Paulo Puppin, destacaram os desafios e as oportunidades elencados pelo grupo: disseminar a transformação digital, aumentar a quantidade de negócios inovadores, disseminar empreendedorismo inovador.

Para Tauan Reis é importante “levar a transformação digital com muita força em todo o estado da Bahia. Além disso, conversar com as universidades, centros de pesquisas, para que os negócios inovadores consigam agregar valor à cadeia e as vocações daquilo que é feito na Bahia”. Como proposta, foram apresentados os programas do Sebrae voltados para inovação.

Crédito

Da mesa setorial Crédito, a analista técnica do Sebrae, Liliane Rocha, e o gerente adjunto da unidade de Capitalização e Serviços Financeiros, do Sebrae Nacional, Weniston Ricardo Abreu, apresentaram os desafios e oportunidades discutidas em grupo: Garantias, Acesso, Linguagem, Formação – Gaps de conhecimento. No que se refere aos desafios de acesso ao crédito, Weniston Ricardo pontuou a atuação do Sebrae neste quesito.

“O Sebrae atua neste aspecto, como forma de sensibilizar e mostrar que esse público precisa ter um processo mais ágil, menos burocrático e mais acessível”. Também ressaltou a necessidade de uma linguagem financeira compreensível. “Como o empresário vai entender a linguagem financeira, para que ele não se assuste e tenha consciência para tomar decisões adequadas”. Uma linha de crédito para o produtor rural foi colocada como importante por Liliane Rocha. “Escutamos muitas falas sobre a linha de crédito voltada para o agro, para o produtor rural”, ressaltou.

E apresentaram como propostas: educação financeira e capacitação de agentes, apoio na busca estruturação do projeto e facilitação ao crédito, investimento no negócio, microcrédito e popularizar as informações. Weniston Ricardo apontou alguns programas do Sebrae que respondem aos desafios. “ O Sebrae Bahia já faz a educação financeira e capacitação de agentes. No Sebrae Nacional, neste ano, desenhamos uma estratégia para promover a educação financeira, como foco no comportamento do empreendedor”, explicou.

Serviços Comércios e Turismo

Da mesa setorial Serviços Comércios e Turismo, a gerente da Unidade de Atendimento Coletivo, Célia Fernandes, da Coordenação Executiva de Serviços e Soluções de TIC, Válbete Panta, da Secti Bahia, e a gerente adjunta da Unidade de Competitividade do Sebrae Nacional, Patricia Mayana, destacaram as oportunidades: a transformação digital do comércio, a sustentabilidade e acessibilidade ao turismo, agregação de valor aos produtos baianos, entre outros.

Desenvolvimento Territorial

O coordenador de Desenvolvimento Territorial do Sebrae Bahia, Marcos Dantas, do grupo Desenvolvimento Territorial, colocou como desafios, oportunidades e propostas a necessidade de elaborar o documento sobre desenvolvimento econômico sustentável de cada território de identidade, entre outras ações.

“Precisamos fazer o levante das potencialidades existentes localmente e criar esse documento para que possa girar pelo território para que as pessoas se apropriem dele, e tenham uma linguagem comum para o desenvolvimento econômico do território”, explicou. Para o Dantas, o documento seria um guia para as outras ações existentes no local, explicou.

Para o coordenador, o desenvolvimento econômico precisa levar em conta temas transversais. “O grupo discutiu e propôs: inovação, sustentabilidade, educação empreendedora, acesso à justiça, sustentabilidade”.

Educação

Em relação à mesa de Educação, o coordenador da Unidade de Educação Empreendedora do Sebrae Nacional, Gabriel Barbosa, e analista técnica do Sebrae, Ana Luci Des Graviers, apresentaram os desafios, oportunidades e propostas tratadas no grupo: O convênio com a SETRE que contemplará ações da educação empreendedora para formação de jovens em busca de trabalho, discussão como implantar a educação empreendedora nos diversos segmentos de instituições.

Ana Luci explicou que, embora a ausência Secretaria de Educação do Estado, o diálogo com representantes da SETRE, da SEPLAN, da SECTI, sobre a Educação Empreendedora nas escolas públicas.

“A base é justamente estarmos nas escolas públicas, do ensino fundamental, do ensino técnico, do ensino médio. Discutimos com esses agentes, junto com o Sebrae Nacional, como podemos fortalecer o processo de ensino e aprendizagem nessas escolas, sobretudo nas escolas de ensino profissional”, explicou.