Na manhã desta quinta-feira (7), o Sebrae e a Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB) receberam parceiros e empresários para o lançamento do Programa Brasil Mais Produtivo, na Bahia, uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O evento realizado no SENAI Cimatec, apresentou as soluções para impulsionar a produtividade e a competitividade de empresas baianas, além de informar como empresários terão acesso à Plataforma de Produtividade, Diagnóstico e Estratégia de Gestão, Otimização de Processos Industriais e Transformação digital.
O programa do governo prevê destinação, nos próximos quatro anos, de R$ 2 bilhões para investimento na melhoria da produtividade das micro, pequenas e médias (MPME) empresas e conta com apoio da Federação da Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), do Sebrae e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), além de contar com fomentos da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII), da Financiadora de Estudos e Pesquisa (Finep), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), do Ministério do Desenvolvimento Indústria, Comércio e Serviço (MDIC) e do governo federal.
Durante o lançamento, o gerente executivo de Serviços do SENAI/Cimatec, Flávio Marinho, realizou apresentação sobre o funcionamento do Programa Brasil Mais Produtivo. Segundo Marinho, o objetivo comum que une todas as instituições envolvidas é o entendimento de que a indústria brasileira, assim como a indústria mundial, carece de aumento na produtividade. “As intensas transformações tecnológicas acontecidas nas últimas décadas, colocaram as empresas em busca da necessidade de rever seus processos e de compreender melhores práticas que possam transformar, que possam trazer melhores condições de competitividade”, destacou.
O Brasil Mais Produtivo possui quatro pilares: Plataforma de Produtividade, a porta de entrada para participação no programa; Diagnóstico e Estratégia de Gestão, orientação e acompanhamento contínuo dos Agentes Locais de Inovação do Sebrae e outros produtos do Sebrae com parceiros; Otimização de Processos Industriais, consultorias em Manufatura enxuta ou em Eficiência Energética com plano de aperfeiçoamento profissional e cursos de aperfeiçoamento profissional; e Transformação digital, nova modalidade da consultoria para a empresa implementar um plano de transformação digital e modalidade de apoio ao desenvolvimento e disseminação de novas tecnologias 4.0.

O coordenador de Indústria do Sebrae Bahia, Tercio Calmon, representante da diretoria da instituição, disse que a ideia do programa é de que as empresas do país todo possam ter acesso e contribuir para o desenvolvimento, para entregar um Brasil mais produtivo ao longo dos próximos quatro anos.
“A participação do Sebrae se dá em várias frentes. Com a junção de instituições, o Sebrae tem uma participação financeira muito grande nesse programa, através de convênio com o Sebrae Nacional e também o SENAI Nacional. Além disso, o Sebrae tem um papel muito estratégico de atender o Brasil Mais Produtivo porque qualquer empresa do país pode acessar a plataforma, não somente as indústrias. Estamos focando nas indústrias porque a gente entende que essa transformação precisa vir da base da indústria para que a gente consiga alcançar os objetivos estabelecidos”, reforçou.
Para compreender como o programa se desdobrou na prática e quais resultados a empresa Biscoitos Itália alcançou após a fase piloto, os representantes Geraldo Pires, diretor, e Ramon Pires, auxiliar da diretoria, foram convidados para compartilhar como foi operacionalização e a experiência adquirida, considerada como case de sucesso do programa.
“Um programa como esse só vem para ajudar a gente, pequenas e médias empresas, que não dispõe de capital para auxiliar. Outra coisa boa é que nesse Novo Brasil Mais Produtivo melhorou muito a formação de líderes. Nós tivemos a capacitação dos líderes para dar continuidade e para obter resultado”, contou Geraldo Pires. Além do depoimento dos representantes da Biscoitos Itália, também foram exibidos vídeos com depoimentos de outras empresas que fizeram parte da fase piloto do programa.
O presidente da FIEB, Carlos Henrique Passos, enfatizou que a reconstrução do Ministério da indústria comércio permitiu que várias entidades voltadas ao setor indústria, ciência, tecnologia, e pesquisa pudessem construir ou reconstruir o programa. “Esse programa já existiu no passado com outra metodologia, mas foi possível retornar e criar oportunidade para que as nossas micro, pequenas e médias empresas. Esse não é um programa da Bahia, mas precisamos incluir mais empresas nesse programa porque os outros estados também estão fazendo ações similares a essa e suas indústrias estão ganhando competitividade”, comparou Passos.
Já Rodrigo Vasconcelos, diretor de operações do SENAI/Cimatec, chamou a atenção para o número de atendimentos que serão feitos no momento. “Nossa meta, na Bahia, é de 1200 empresas atendidas nesse processo de otimização seja em Lean Manufacturing ou em Eficiência Energética. É importante frisar que a quantidade de empresas que nós podemos atender é limitada. Esse recurso de 2 Bilhões de reais está previsto para atender ao volume de empresa em cada uma das quatro modalidades que apresentada”, esclareceu.
Em sua fala, o diretor regional do SENAI, Evandro Mazo, ressaltou o papel das instituições que estão atuando no programa. “A gente pode fornecer informações de maneira combinada porque cada instituição tem um papel, uma missão. O Sebrae, o Sesi, o IEL, e várias outras organizações, cada uma possui uma agenda de apoio às empresas. Podemos pensar de maneira articulada e entregar uma proposta de muito mais valor. O Brasil mais produtivo, é o primeiro passo, mas a partir dele vários outros necessitarão ser dados para que as empresas entrem nessa jornada da competitividade”, afirmou.
O secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado da Bahia, Ângelo Almeida, reconheceu a capacidade do Brasil Mais Produtivo para potencializar novas ferramentas, com base na proposta da indústria 4.0, da indústria brasileira para a superação das dificuldades e destacou a Bahia neste cenário nacional. “A convergência, a sinergia, o ecossistema, o ambiente em que a Bahia se encontra neste momento, ele é extremamente saudável e nós não podemos deixar passar essa oportunidade de sermos eficientes”, concluiu.

