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Empresários do Oeste baiano participam de capacitação Lean no Senai Cimatec

Programa realizado em parceria com o Sebrae tem o objetivo de eliminar desperdícios e otimizar o processo de produção de micro e pequenas empresas
Por Marcia Gomes
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Um grupo de empresários do Oeste baiano participou, no dia 24 de outubro, do terceiro dentre os quatro módulos da capacitação Lean, que tem sido realizada mensalmente, desde agosto, na Fábrica Modelo Brasil, no Senai Cimatec, em Piatã, Salvador. O treinamento – resultado de parceria entre o Sebrae Bahia e o Senai Cimatec – tem como meta introduzir mudanças nas empresas, identificando e eliminando desperdícios, para viabilizar a otimização do processo de produção do negócio.

O gerente adjunto do Sebrae em Barreiras e do Projeto de Atendimento Individual, Evilásio Moreira da Silva Neto, destacou o valor da capacitação Lean. “Decidimos formar mais uma turma este ano para receber essa consultoria, porque ela contribui muito para que os pequenos negócios tenham melhores resultados, já que tem como objetivo a redução do desperdício e a melhoria da qualidade”, aponta.

Ele lembra que, após ter recebido a capacitação, uma pastelaria da região Oeste reduziu em 90% o desperdício de frango e carne na produção de pastéis. “Imagine um resultado desse em números ao final de um ano?”, comentou. O gestor do Sebrae citou, ainda, o exemplo de uma empresa de implementos agrícolas que, após passar pelo Lean, aumentou a produtividade em 40% ao mês, o que possibilitou uma ampliação no faturamento mensal de no mínimo R$ 360 mil. “Essa consultoria agrega muito valor para o pequeno negócio. O empresário consegue, sem realizar grandes investimentos, ter uma melhoria no desempenho e é isso que nós do Sebrae buscamos proporcionar a todas as empresas que estão participando da Lean Manifacturing”, enfatiza.

Marilúcia Guerra, coordenadora da Fábrica Modelo, do Senai/Cimatec, frisa que a parceria com o Sebrae neste programa é estratégica e muito importante para o desenvolvimento desse trabalho, sobretudo para as micro e pequenas empresas. “Se não fosse o Sebrae, eles não conseguiriam adquirir esse produto”, observa a gestora, ao informar que a instituição subsidia 70% do valor da capacitação (R$ 29.960,00) e os empresários assumem apenas 30%, que podem ser parcelados em até 10 vezes no cartão de crédito. “Depois que entra no programa, o empresário recupera o valor investido em até três meses. Não é uma despesa, é um investimento, porque ele vai aprender a eliminar os desperdícios e otimizar o processo de produção. Já no primeiro módulo eles compreendem isso”, pontua.

A especialista de negócios do Senai/Cimatec, Vanessa Nascimento, tem a função de apoiar os agentes do Sebrae na realização de visitas, além de identificar e compreender as necessidades do cliente, linkando essas dores ao portfólio que o Sebrae tem em comum com o Senai Cimatec. “Nós atendemos empresas de todos os segmentos e de todos os portes, mas, quando visito uma microempresa, automaticamente, vou buscar soluções que a beneficiem por meio do fomento do Sebrae”, explica. Vanessa Nascimento revela o entusiasmo que sente ao trabalhar com os agentes do Sebrae. “Eles têm paixão pelo que fazem. E o nosso ‘casamento’ é interessante porque eles sabem que, quando nós (do Senai) entramos numa empresa, alcançamos o resultado. E esse é o mesmo objetivo deles”, observa.

Empresários

O consultor do Senai/Cimatec responsável pela capacitação, Felipe Argolo, acredita que o curso está sendo uma ótima oportunidade para os empresários colocarem em prática os conceitos que são apresentados, primeiramente em sala de aula, depois no laboratório e em seguida durante a visita técnica do consultor à empresa. “Temos a oportunidade de identificar o crescimento de cada um. A cada novo módulo, viajo para aplicar na empresa, na prática, o que foi ensinado”, explica.

Além dos módulos, existe o Dia Lean, quando o empresário envia alguns colaboradores ao Senai/Cimatec para terem acesso a um compilado da capacitação. “É importante o funcionário também participar desse processo. Não adianta a gente aplicar os ensinamentos para o gestor, fazer as visitas e buscar implementar as práticas se quem está no chão de fábrica no dia a dia não tiver essa mudança de mentalidade”, avalia.

Joailson Pereira da Silva, dono da Jota Móveis Planejados, em Luís Eduardo Magalhães, afirma que o treinamento está sendo muito bom. Ele diz que optou por participar do programa para aprender a administrar melhor a empresa e aprimorar a organização, gerindo com excelência as pessoas. “Após iniciar a imersão nos módulos, enxerguei procedimentos equivocados que mantinha”, frisou.

“A capacitação já me ajudou a ver que precisava organizar o almoxarifado, as ferramentas, o estoque. E também aprendi a lidar melhor com a minha equipe de montagem. Aprendemos de tudo um pouco aqui no Senai. Outro ganho valioso com o curso é que, com os novos conhecimentos, a gente se torna capaz de ajudar os colaboradores a darem o seu melhor, fazendo eles entenderem como a empresa funciona e como é importante se adequar às novas normas”, complementa.

Tiago Quinteiro é o dono da Squad PVC e presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Barreiras. Para ele, a parceria entre Sebrae e Senai/Cimatec é fundamental, porque viabiliza a participação dos donos de pequenos negócios. “Essa parceria tem que ser mantida, porque traz grandes benefícios, principalmente para quem está começando, como eu, que tenho uma fábrica há um ano. Estou participando para já fazer algo desde o princípio com base em fundamentos que serão seguidos quando a empresa crescer e a gente espera crescer”, comenta. Após os primeiros módulos, Tiago já identifica mudanças positivas. “Revolucionamos o estoque, a organização e também reavaliamos o posicionamento de algumas máquinas”, conta.

Marcelo Mendonça dos Santos é proprietário da M3 Pré-moldados. Sediada em Luís Eduardo Magalhães, a empresa produz artefatos de concreto, em geral, para o agronegócio e a construção civil do município e da região Oeste. “Nosso intuito ao participar desse programa é buscar mais organização e maior desempenho na produção e melhoria contínua. Para crescer, temos que estar organizados, para alcançarmos o crescimento sustentável”, sentencia.