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Projeto da UFOB amplia soluções para mobilidade após reconhecimento estadual

Iniciativa utiliza inteligência artificial para monitorar atrasos de ônibus e avança no desenvolvimento de novas ferramentas voltadas ao interesse público
Por Silvania Costa para a ML Comunicação
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Reconhecido em 2026 com o segundo lugar na etapa estadual do Prêmio Educador Transformador, promovido pelo Sebrae em parceria com a Bett Brasil e o Instituto Significare, o projeto desenvolvido na Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB), em Barreiras, segue evoluindo e consolidando o uso da inteligência artificial como ferramenta para solucionar problemas reais da comunidade. Coordenada pelo professor Ramon Adrian Salinas Franco, a iniciativa utiliza mineração de dados e processamento de informações para monitorar o transporte público que atende a comunidade universitária, contribuindo para a melhoria da mobilidade urbana e para a formação prática de estudantes em ciência de dados.

Para o gerente regional do Sebrae em Barreiras, Emerson Cardoso, o reconhecimento conquistado pelo professor Ramon Adrian Salinas Franco evidencia o potencial transformador da educação quando aliada à inovação e ao empreendedorismo. “O projeto se destaca por transformar um problema real da comunidade em uma oportunidade de aprendizado, pesquisa e geração de soluções. Essa é a essência do Prêmio Educador Transformador – valorizar iniciativas que desenvolvem competências, estimulam o protagonismo dos estudantes e geram impacto positivo na sociedade. O reconhecimento estadual reforça a capacidade que temos no Oeste da Bahia de produzir conhecimento, inovação e projetos de modo a inspirar outras regiões do país”, destacou.

O projeto nasceu a partir da observação dos frequentes atrasos dos estudantes e servidores da UFOB. Diante dessa realidade, um sistema foi desenvolvido com a capacidade de coletar e analisar informações compartilhadas pelos próprios usuários do transporte, transformando relatos do dia a dia em indicadores que permitem compreender padrões, identificar gargalos e subsidiar decisões.

“Identifiquei que algumas situações geravam atrasos grandes. Os alunos e a comunidade em geral tinham um grupo de WhatsApp para registrar onde estava o ônibus. Nesse momento nasceu a ideia de que, por meio de técnicas de computação e inteligência artificial, poderíamos monitorar esses atrasos de maneira constante e eficiente”, explica o professor Ramon.

Os dados gerados pelo sistema passaram a embasar relatórios técnicos encaminhados à administração universitária, contribuindo para o diálogo com os responsáveis pela operação do transporte coletivo. O acompanhamento contínuo permitiu identificar mudanças no comportamento das linhas e avaliar os impactos das medidas adotadas ao longo do tempo.

Além de gerar informações significativas para a mobilidade urbana, a iniciativa se tornou uma importante ferramenta de formação acadêmica. Estudantes participam diretamente do desenvolvimento das soluções tecnológicas, adquirindo experiência prática em áreas como ciência de dados, inteligência artificial, desenvolvimento web e análise de informações.

Segundo o professor Ramon Adrian, o trabalho continua em evolução. A equipe segue aprimorando os sistemas de coleta e processamento de dados, ampliando as possibilidades de aplicação da tecnologia em novas frentes de interesse público.

Entre os próximos passos estão a expansão do monitoramento para outras linhas de transporte e o desenvolvimento de ferramentas voltadas para questões como segurança, registro de ocorrências e acompanhamento de condições climáticas.