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Projeto do Sebrae transforma paixão pela Copa do Mundo em ferramenta para estimular educação empreendedora

Revista Coquetel mobiliza estudantes e professores em dez municípios, integrando esporte, criatividade, trabalho em equipe e protagonismo por meio de atividades lúdicas em sala de aula
Por Carlos Baumgarten e Rosana Silva para ML
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A Copa do Mundo é um dos maiores eventos esportivos do planeta, mas também pode se transformar em uma oportunidade de aprendizado. Foi com essa proposta que o Sebrae Bahia, por meio da Unidade de Educação Empreendedora, desenvolveu a Revista Coquetel – Educação Empreendedora entra em Campo, um material didático voltado aos estudantes do ensino fundamental que utiliza o universo do futebol para estimular competências como criatividade, planejamento, liderança, comunicação, colaboração, inteligência emocional e resolução de problemas.

Além da revista, os educadores recebem um manual de orientações para auxiliar na aplicação das atividades em sala de aula, fortalecendo uma abordagem interdisciplinar que conecta educação, esporte e desenvolvimento de habilidades essenciais para a vida. A iniciativa já está presente em dez municípios baianos: Barreiras, Feira de Santana, Jequié, Jacobina, Paulo Afonso, Porto Seguro, Salvador, Pojuca, Vitória da Conquista e Uauá, em parceria com unidades do Sesc e secretarias municipais de Educação.

Para a analista da Unidade de Educação Empreendedora do Sebrae Bahia, Ana Luci Des Gravier, a proposta é mostrar que o esporte oferece importantes lições para a formação dos estudantes. “A proposta da Revista Coquetel – Educação Empreendedora entra em Campo é mostrar que a Copa do Mundo vai muito além do esporte. O evento reúne valores e competências que também fazem parte da educação empreendedora, como planejamento, trabalho em equipe, criatividade, comunicação, persistência e tomada de decisão. Ao levar esse material para as escolas, queremos oferecer aos professores uma ferramenta lúdica e interdisciplinar que torne o aprendizado mais significativo e ajude os estudantes a desenvolver habilidades que serão importantes ao longo de toda a vida”, aponta a analista.

Em Pojuca, a chegada da revista coincidiu com um momento especial do calendário escolar. O município realizava a Primeira Copinha e o VI Festival de Atletismo dos anos iniciais, ambos inspirados na Copa do Mundo, em que as escolas representavam diferentes países em competições esportivas. A integração entre esporte, cultura e educação empreendedora ampliou o alcance das atividades desenvolvidas em sala de aula.

A coordenadora do Núcleo de Educação Empreendedora e Financeira de Pojuca, Élida Rose Almeida Soares, destaca que o material incentiva os professores a inovarem em suas práticas pedagógicas. “Cada desafio, os textos introdutórios e as ilustrações da Revista Coquetel constituem um instrumento didático de alto nível para estimular inovação e criatividade. A educação escolar e a educação empreendedora caminham juntas, pois desenvolvem competências técnicas, habilidades emocionais e valores como planejamento, criatividade e trabalho em equipe. Elas ajudam o estudante a compreender seu papel como protagonista da própria vida”, afirma
Segundo ela, a proposta também amplia a compreensão dos estudantes sobre a própria Copa do Mundo. “Quem vivencia a experiência da Revista Coquetel em sala de aula passa a enxergar a Copa como algo muito maior do que uma competição de futebol”.

Os resultados já aparecem nas escolas. Na Escola Municipal Herádio Fonseca Barroso, por exemplo, as atividades inspiradas na revista mobilizaram estudantes, professores, famílias e comunidade durante a realização da primeira feira da horta escolar, fortalecendo o envolvimento coletivo com o ambiente escolar. O material também servirá de base para o planejamento das ações de Educação Empreendedora e Financeira desenvolvidas no segundo semestre pela rede municipal.

Na prática, a proposta também conquistou os professores. Para a educadora Edna Rosângela Almeida Soares, a revista consegue transformar a paixão pelo futebol em experiências de aprendizagem significativas. “As atividades mostram que não se trata apenas de diversão. Elas ensinam a construir estratégias, colaborar, perceber que cada pessoa pode contribuir para alcançar um objetivo comum. Assim como em uma equipe de futebol, na sala de aula ninguém aprende sozinho”.

A professora explica que essa analogia permitiu envolver até mesmo as famílias no processo educativo. “O professor assume o papel de um técnico, mas o sucesso depende de toda a equipe. Pais e mães foram convidados a participar das atividades e os estudantes perceberam que não eram rivais, mas companheiros que aprendiam juntos, somando diferentes habilidades para resolver os desafios”, conclui.